A recente confirmação de infecções humanas por febre do Nilo Ocidental (FNO) em São Paulo e Santa Catarina acendeu o alerta epidemiológico das autoridades sanitárias brasileiras. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou diagnósticos por meio do Instituto Adolfo Lutz em moradoras de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, enquanto o governo de Santa Catarina notificou o primeiro óbito no estado pela doença, referente a uma paciente de 77 anos de Imbituba. O Ministério da Saúde, juntamente com as secretarias estaduais e municipais, acompanha a apuração dos locais prováveis de infecção.
Causada por um vírus do gênero Flavivirus, a infecção é transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex (o pernilongo comum ou muriçoca). O ciclo de transmissão tem aves silvestres como reservatórios naturais, enquanto seres humanos e cavalos atuam como hospedeiros acidentais. Não há transmissão direta contínua entre pessoas.
Segundo dados epidemiológicos, a maioria das pessoas infectadas (cerca de 80%) não desenvolve qualquer sintoma. Nos demais casos, manifestam-se sintomas leves e inespecíficos, como:
- Febre alta repentina acompanhada de mal-estar;
- Dor de cabeça e dores musculares;
- Falta de apetite, náuseas e vômitos;
- Manchas vermelhas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Em menos de 1% dos infectados, contudo, a condição evolui para formas neurológicas severas, como encefalite, meningite ou paralisia flácida. Como não existe vacina ou tratamento antiviral específico para humanos, a conduta médica se concentra no acompanhamento e no suporte clínico de sintomas. As autoridades orientam a adoção de medidas individuais de prevenção, tais como o uso de repelentes, instalação de telas protetoras em residências e o combate regular a focos de água parada onde os mosquitos se proliferam.
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