A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da operadora Oi. A decisão judicial foi tomada após a própria companhia de telefonia reportar a incapacidade financeira de cobrir despesas operacionais básicas e essenciais para a manutenção de suas atividades ao final do mês de agosto.
A crise financeira da Oi se aprofundou com o avanço do endividamento do grupo. Com base nos balanços do primeiro trimestre, o patrimônio líquido negativo da operadora já ultrapassa a marca de R$ 22,6 bilhões. Diante da insustentabilidade de caixa e da impossibilidade de honrar compromissos imediatos, o juízo responsável pelo processo atendeu às sinalizações fiscais e determinou o encerramento das atividades sob o regime de recuperação.
O processo de falência da Oi impacta diretamente credores, acionistas e a infraestrutura de telecomunicações no país. A partir do decreto, os ativos restantes do grupo passam por avaliação e arrecadação para a quitação de débitos trabalhistas, fiscais e com fornecedores, encerrando um dos capítulos mais longos e complexos da história corporativa brasileira.
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