Em meio ao crescente debate sobre a sustentabilidade e a resposta aos eventos climáticos extremos observados globalmente, o candidato a deputado estadual Dr. Edivande Freitas (Solidariedade) anunciou uma mudança de diretriz para a sua corrida eleitoral: o encerramento da distribuição de materiais impressos nas ruas.
A decisão visa combater o acúmulo de santinhos e folhetos em vias públicas — prática comum durante os períodos eleitorais que frequentemente sobrecarrega o sistema de limpeza urbana e contribui para o descarte inadequado de resíduos sólidos. Apoiadores e defensores da causa ambiental destacam que a iniciativa busca alinhar o discurso político com práticas concretas de preservação.
A iniciativa ganha relevância em um momento no qual desastres ambientais decorrentes do colapso climático vêm registrando episódios severos em diversas partes do globo, destacando a necessidade de revisão de hábitos em diferentes esferas da sociedade.
Impactos ambientais e novos formatos de campanha
O acúmulo de papéis durante as campanhas eleitorais tradicionais gera desafios contínuos para a infraestrutura das cidades. Entre as principais consequências apontadas por especialistas ambientais estão:
- Entupimento de bueiros: O acúmulo de santinhos descartados nas calçadas tende a ser levado pela água das chuvas, obstruindo galerias pluviais e favorecendo alagamentos urbanos.
- Consumo de recursos: A produção massiva de material impresso demanda insumos fabris e energia que poderiam ser poupados com alternativas digitais.
- Migração para o meio digital: A consolidação do uso de redes sociais e aplicativos de mensagens permite a transmissão de propostas eleitorais sem a necessidade de resíduos físicos.
Com a medida, a candidatura aposta em canais virtuais de comunicação para apresentar suas propostas aos eleitores, propondo um modelo de conscientização que prioriza a diminuição da pegada ecológica no processo eleitoral local.

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