A sessão da Câmara Municipal de Maringá registrou um momento de tensão durante o pronunciamento da vereadora Professora Ana Lúcia (PDT). Em discurso proferido na tribuna durante o pequeno expediente, a parlamentar emocionou-se ao rebater as denúncias de participação em um suposto esquema de “rachadinha” — a prática ilegal de recolher parte do salário de assessores do gabinete.
Durante a fala, a parlamentar classificou as acusações como falsas e atribuiu as denúncias a uma estratégia de desgaste de sua imagem pública. Segundo a vereadora, a movimentação contra o seu mandato intensificou-se após a confirmação de sua pré-candidatura a uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições federais.
Alegação de motivação eleitoral
Em sua defesa, Professora Ana Lúcia afirmou ser vítima de desinformação e perseguição promovida por adversários políticos. A parlamentar sustenta que o surgimento das denúncias coincide com o período de articulação para o pleito proporcional, argumentando que a projeção do seu nome para a disputa federal motivou os ataques de concorrentes regionais.
Contexto e desdobramentos
A prática de exigência de repasse de vencimentos de servidores comissionados é tipificada como improbidade administrativa e pode configurar crimes como peculato e concussão. O pronunciamento na Câmara reabre o debate político local sobre a apuração das denúncias nos órgãos de fiscalização e o impacto do caso no cenário eleitoral do município.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



