A taxa de desemprego no Brasil voltou a registrar queda e atingiu 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa o menor patamar já registrado para o período de maio a julho em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 2012.
O resultado reflete o aquecimento contínuo do mercado de trabalho nacional, impulsionado pela expansão das contratações na carteira assinada no setor privado e pelo crescimento no comércio e na prestação de serviços. Além da retração no número de desocupados, os indicadores apontam manutenção do crescimento da massa de rendimento real dos trabalhadores, o que tem sustentado o consumo das famílias e movimentado a atividade econômica.
Especialistas e analistas do mercado financeiro destacam que o recuo na desocupação consolida uma trajetória favorável do emprego no país. Por outro lado, a resiliência do mercado de trabalho segue no radar do Banco Central e de economistas, que monitoram eventuais pressões sobre a inflação decorrentes do aumento do rendimento e da alta ocupação.
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