A relação política no Executivo de Nova Esperança entrou em um momento de forte turbulência. Em declarações recentes, o vice-prefeito Carlos Roberto da Silva escancarou a crise interna da administração municipal ao detalhar uma sucessão de desentendimentos e o isolamento que vem sofrendo dentro da própria gestão liderada pelo prefeito Eduardo Pasquini.
Segundo Carlos Roberto, um dos principais pontos de atrito envolve o deputado estadual Do Carmo. O vice-prefeito acusa Pasquini de ter impedido o parlamentar de atuar na representação do município junto à Casa Civil do Estado do Paraná, barrando uma articulação política importante para a busca de recursos e apoio institucional.
Além da restrição ao deputado Do Carmo, Carlos Roberto da Silva relatou episódios de retaliação e afastamento no dia a dia do Executivo. O vice-prefeito afirma que vem sendo sistematicamente excluído de reuniões de trabalho, agendas de inauguração e atos oficiais da prefeitura. A divisão chegou ao ambiente virtual: ele relatou inclusive ter sido removido dos grupos de comunicação oficial da administração municipal.
Tensão política ganha desdobramentos na Alep
A crise no Executivo municipal ultrapassou os limites locais e começou a repercutir na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep). Nos últimos dias, discursos acalorados no plenário evidenciaram a perda de sustentação política do prefeito Eduardo Pasquini junto a importantes aliados do partido e da região.
Deputados usaram a tribuna para fazer duras críticas à condução de Pasquini, apontando que o tratamento dispensado ao vice-prefeito e a aliados demonstra um rompimento irreparável do grupo que venceu as eleições. As denúncias de que “não existe paz na prefeitura” evidenciam que o clima institucional em Nova Esperança é de absoluto racha, comprometendo a governabilidade e o alinhamento político com as lideranças estaduais.
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