Cerca de 1,6 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos estarão aptos a votar no Brasil nas eleições gerais de 2026. O grupo, que tem o direito ao voto facultativo garantido pela Constituição Federal, poderá escolher pela primeira vez os ocupantes dos cargos de Presidência da República, Governo Estadual ou Distrital, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas (ou Câmara Legislativa do Distrito Federal).
Apesar do número expressivo, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a participação dessa faixa etária oscila entre regiões. Enquanto estados do Norte e do Nordeste do país registram os maiores índices de emissão do primeiro título eleitoral entre adolescentes — ultrapassando 30% e 40% de adesão —, praças de grande densidade populacional, como São Paulo e Rio de Janeiro, mantêm médias mais baixas de engajamento oficial antes dos 18 anos.
Para incentivar a presença ativa da juventude e reduzir os índices de abstenção facultativa, o TSE e entidades parceiras da sociedade civil mobilizam campanhas institucionais focadas na conscientização sobre o impacto do voto jovem. A participação dos eleitores de 16 e 17 anos amplia o debate em torno de temas centrais da agenda pública nacional, como o primeiro emprego, acesso ao ensino superior, políticas ambientais e inovação tecnológica.
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