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Com ameaça de megaterremoto, Japão inicia corrida por uma segunda capital

Com ameaça de megaterremoto, Japão inicia corrida por uma segunda capital

Diante do risco iminente do “megaterremoto da Fossa de Nankai”, o governo do Japão e lideranças políticas intensificaram os planos de emergência para criar uma capital alternativa e descentralizar as funções administrativas de Tóquio. A preocupação de especialistas e autoridades é evitar um colapso econômico e institucional no país caso a atual capital seja devastada por um grande abalo sísmico.

Entre as principais propostas analisadas, a cidade de Osaka surge como a principal candidata para assumir a função de sede administrativa secundária em momentos de crise. O plano envolve a transferência temporária de ministérios, órgãos reguladores e centros de comando governamentais para estruturas já preparadas no oeste do país. Além de Osaka, regiões como Fukuoka e Nagoya também entram no debate para abrigar infraestruturas estratégicas e hubs de tecnologia, garantindo a continuidade do funcionamento do estado japonês.

Os alertas meteorológicos e geológicos emitidos nos últimos meses reforçaram o senso de urgência entre a população e os gestores públicos. O setor privado acompanha a movimentação, com grandes corporações e bancos iniciando a replicação de seus bancos de dados e a criação de escritórios espelho fora da região metropolitana de Tóquio. A estratégia visa mitigar o impacto de um desastre que, segundo estimativas oficiais, poderia afetar dezenas de milhões de pessoas e gerar prejuízos bilionários à economia global.


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