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Curitiba garante R$ 142 milhões à futura gestora da Celepar antes mesmo de leilão estadual

Curitiba garante R$ 142 milhões à futura gestora da Celepar antes mesmo de leilão estadual

​A gestão do prefeito Eduardo Pimentel (PSD) oficializou o Contrato 27328, que assegura o repasse de R$ 142 milhões para a empresa que arrematar a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná). O movimento ocorre em meio ao processo de desestatização conduzido pelo governador Ratinho Jr. (PSD), levantando questionamentos sobre o uso de recursos públicos para pavimentar a lucratividade do setor privado.

​O cronograma do “lucro garantido”

​O que chama a atenção de especialistas e da oposição são as datas que compõem o tabuleiro político e financeiro desta operação. O desenho sugere uma blindagem financeira para o futuro comprador da estatal antes mesmo da batida do martelo na Bolsa de Valores (B3).

  • 12 de janeiro: Assinatura do contrato bilionário pela Prefeitura de Curitiba.
  • 17 de março: Data prevista para o leilão da Celepar pelo Governo do Estado.
  • Abril: Início da prestação de serviços da nova gestão privada para o município.

​Multas de trânsito como lastro financeiro

​O montante de R$ 142 milhões não sairá de um fundo genérico, mas sim da arrecadação direta do município, incluindo o processamento de multas de trânsito. Na prática, o cidadão curitibano que paga suas infrações estará alimentando o faturamento de uma empresa que, até o momento da assinatura do contrato, sequer havia sido definida.

​A Celepar, que historicamente atua como o cérebro tecnológico do Paraná, detém dados sensíveis de milhões de paranaenses. A venda da companhia é uma das bandeiras da gestão Ratinho Jr., sob a justificativa de modernização e eficiência. No entanto, a garantia de contratos vultosos por parte da Prefeitura de Curitiba — liderada pelo aliado político Pimentel — é vista por críticos como um “cashback” antecipado, diminuindo o risco do investidor e onerando o caixa da capital.

​O que dizem os envolvidos

​Até o momento, a Prefeitura de Curitiba sustenta que os contratos visam a continuidade de serviços essenciais de tecnologia e processamento de dados, fundamentais para a administração pública. Já o Governo do Estado defende que a privatização trará investimentos que a máquina pública não teria capacidade de realizar.

​”É uma engenharia financeira onde o risco é público e o lucro é estritamente privado,” afirmam parlamentares da oposição na Câmara Municipal, que prometem levar o caso aos órgãos de controle.

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