Grupo de 23 paranaenses fica retido em navio em Dubai após escalada de conflitos entre EUA, Israel e Irã
Um grupo de 23 turistas paranaenses, composto majoritariamente por 18 idosos, permanece retido a bordo do transatlântico MSC Euribia, atracado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A situação é reflexo direto da grave escalada militar no Oriente Médio iniciada no último sábado (28 de fevereiro de 2026), quando uma ofensiva coordenada dos Estados Unidos e de Israel atingiu alvos no Irã, desencadeando uma série de contra-ataques iranianos em toda a região do Golfo.
Os viajantes, moradores das cidades de Londrina e Assaí, no norte do Paraná, iniciaram o roteiro turístico no dia 19 de fevereiro. O grupo já havia passado por Doha (Catar) e Abu Dhabi antes de chegar a Dubai. No entanto, o que deveria ser o encerramento da viagem transformou-se em um cenário de incertezas. Segundo relatos da guia turística Cristina Strik, explosões e nuvens de fumaça puderam ser avistadas da embarcação, acompanhadas por um forte cheiro de enxofre após a interceptação de mísseis sobre a cidade.
Cenário de guerra e restrições
A retaliação do Irã incluiu o disparo de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas, afetando também nações vizinhas como os Emirados Árabes, Catar e Kuwait. Em Dubai, destroços de mísseis interceptados atingiram áreas civis, incluindo hotéis de luxo na Palm Jumeirah e instalações no Aeroporto Internacional de Dubai, que sofreu danos e suspensão de operações.
Diante do fechamento do espaço aéreo em países estratégicos e das recomendações de segurança do Itamaraty, os paranaenses foram orientados a permanecer no navio. Embora a MSC Cruzeiros tenha liberado o Wi-Fi para que os passageiros mantenham contato com familiares e garanta que a situação a bordo é estável, não há previsão de retorno ao Brasil. O voo de volta, inicialmente previsto para domingo (1º de março), foi cancelado devido ao bloqueio aéreo.
Posicionamento oficial
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um alerta recomendando que brasileiros na região evitem aglomerações, permaneçam em locais seguros e não fiquem expostos em áreas abertas sob o céu. Em Brasília, o governo manifestou “profunda preocupação” com a maior ofensiva militar no Oriente Médio em duas décadas, que já resultou em relatos da morte de lideranças iranianas e centenas de vítimas fatais.
Até o momento, o grupo de paranaenses aguarda uma “janela de segurança” para o deslocamento até o aeroporto e a reabertura das rotas aéreas comerciais, que seguem operando com severas restrições.

































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