A empreendedora Verônica Taquette consolidou a trajetória de sucesso da fintech carioca Maravi ao alcançar a marca de R$ 11,8 milhões em faturamento, registrando um crescimento expressivo de 311%. O desempenho garantiu à empresa o segundo lugar na categoria de R$ 5 milhões a R$ 30 milhões do prestigiado ranking EXAME Negócios em Expansão.
Fundada em 2023 por Verônica, hoje com 36 anos, a startup nasceu sem aportes tradicionais de venture capital, apoiada exclusivamente em capital próprio dos fundadores e familiares. A aposta de risco veio acompanhada do amadurecimento profissional da executiva, que iniciou no empreendedorismo aos 18 anos e acumulou duas décadas de bagagem no setor de tecnologia, incluindo 12 anos como sócia da desenvolvedora de sistemas Inoa.
A Maravi atua na criação de plataformas integradas que centralizam processos operacionais, de gestão de risco e de conformidade regulatória perante órgãos como Banco Central, CVM, Anbima e Receita Federal. O modelo substitui o conjunto fragmentado de sistemas costurado por muitas instituições ao longo dos anos — estrutura apelidada pela executiva como “Frankenstein de sistemas”.
Atualmente, a fintech atende 68 gestoras de fundos e de patrimônio de peso, incluindo a Porto Seguro, Monte Bravo e a Asa (ligada ao investidor Alberto Safra). As carteiras atendidas variam de gestoras médias (com R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões sob gestão) a gigantes do mercado financeiro que administram dezenas de bilhões de reais.
Para sustentar a arrancada, a Maravi aposta em uma cultura interna sem divisão rígida entre as equipes de engenharia e produto, além de integrar ferramentas de inteligência artificial como catalisadoras de eficiência no desenvolvimento e suporte. Dos 53 colaboradores e sócios da empresa, os desenvolvedores chave contam com programas de partnership (participação societária).
Após o ciclo de expansão acelerada, o foco da companhia está na consolidação da carteira de clientes conquistada e na preparação da estrutura interna para a próxima onda de crescimento, prevista para 2027, quando a fintech pretende expandir ainda mais sua prateleira de produtos voltados à gestão de patrimônio (wealth management).
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