Autoridades do governo do Brasil e representantes do governo dos Estados Unidos realizaram, nesta segunda-feira (31), a primeira reunião oficial para discutir o aumento das tarifas de importação impostas por Washington a produtos brasileiros em julho. O encontro virtual reuniu o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer.
Durante as conversas, a delegação brasileira reafirmou que as medidas adotadas pela administração americana são “injustas e discriminatórias”, enfatizando que as alegações usadas por Washington não sustentam as barreiras aplicadas. A reunião ocorreu em um momento em que a alíquota adicional de 25%, somada a outras taxas de 12,5%, atinge de forma drástica as exportações brasileiras para o mercado norte-americano, podendo alcançar uma taxa acumulada de 37,5% em determinados produtos.
A retomada das negociações ocorre dias após uma ligação telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, em que Lula defendeu a preservação dos laços comerciais e classificou as acusações como “infundadas”. Em contrapartida, Washington havia justificado a alíquota citando investigações sobre supostas práticas desleais de comércio e combate ao trabalho forçado.
Apesar do tom crítico por parte do Brasil, as equipes concordaram que as negociações continuam. O objetivo do governo brasileiro nesta fase é buscar um acordo moderado ou, ao menos, ampliar a lista de produtos isentos do pacote de sobretaxas para conter eventuais prejuízos a setores estratégicos do comércio exterior do país.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



