TSE suspende redes de Renan Santos enquanto Augusto Cury dispara em pesquisas com apoio de influenciadores

A corrida eleitoral de 2026 registrou um fim de semana de fortes reviravoltas no ambiente digital. O YouTube e o Instagram tiraram do ar, no Brasil, os perfis do candidato à Presidência da República Renan Santos (Partido Missão), cumprindo decisão liminar do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado apontou irregularidades no descumprimento do prazo regulamentar para notificação de canais oficiais e suspendeu a propaganda eleitoral e os repasses do fundo partidário para a chapa.

A determinação gerou um debate entre analistas políticos sobre o impacto da regulação de plataformas a poucas semanas da votação. Em contrapartida, levantamento aponta que a prática de utilizar perfis em redes sociais não informados previamente à Justiça Eleitoral no registro de candidatura não é isolada, sendo observada também nas movimentações de campanha de nomes como Nikolas Ferreira (PL) e André Janones (Avante).

Enquanto Renan Santos enfrenta restrições judiciais, outro nome fora do eixo tradicional ganhou espaço nas plataformas. O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) disparou na pesquisa BTG/Nexus, alcançando 11% das intenções de voto. A alta coincide com uma estratégia massiva envolvendo influenciadores digitais, que impulsionou seu perfil no Instagram em cerca de 2,5 milhões de novos seguidores em duas semanas, levantando reações e suspeitas por parte de adversários sobre o crescimento na reta final.


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