O Governo Federal decidiu adiar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Plenário do Senado Federal. A decisão ocorreu após mapeamentos e contagens internas de votos indicarem um risco real de rejeição da matéria, que exige o apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos para ser aprovada.
Com o recuo da articulação política governista, o texto não será votado na janela do esforço concentrado antes das eleições. Integrantes do governo avaliaram que colocar a proposta em votação sem a garantia necessária de apoio colocaria em xeque um dos projetos centrais da pauta trabalhista atual.
A tramitação no dia, no entanto, registrou avanço na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o parecer do relator, senador Omar Aziz, chegou a ter o texto-base aprovado. Apesar do avanço na comissão, a sessão foi interrompida e finalizada antes da apreciação dos destaques apresentados pela oposição, o que travou o envio imediato da matéria ao Plenário.
Parlamentares de oposição seguem articulando alterações e pedindo mais debates sobre o período de transição para o setor produtivo. Com o adiamento, as negociações entre as lideranças partidárias e o Palácio do Planalto continuarão nos bastidores, sem previsão imediata de retorno do tema à pauta de votações.
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