Uma operação conjunta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF) resgatou duas idosas, de 65 e 90 anos, que viviam em condições análogas à escravidão em Belo Horizonte. As vítimas trabalhavam para a mesma família há 60 e 75 anos, respectivamente, realizando tarefas domésticas diárias sem salários, folgas ou registro formal.
Segundo os auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, as mulheres começaram a prestar serviços na residência ainda na infância e juventude, aos 5 e 15 anos de idade. Durante décadas, elas executavam limpezas, compras e refeições de forma contínua, em rotina exaustiva de trabalho forçado.
Durante a abordagem das autoridades, os empregadores alegaram que as idosas mantinham uma “relação familiar” com a casa. No entanto, a fiscalização rechaçou a justificativa, destacando que as vítimas não usufruíam das mesmas oportunidades, viviam de forma reclusa e não possuíam direitos sucessórios ou patrimoniais garantidos. A idosa de 90 anos é considerada pela fiscalização um dos casos de maior idade de resgate dessa natureza no país.
No momento da ação policial, a mulher de 65 anos apresentava problemas de saúde e necessitou de atendimento hospitalar imediato. Ambas foram encaminhadas para acolhimento na rede de assistência social do município. As autoridades trabalham agora para garantir o pagamento das verbas rescisórias, indenizações trabalhistas e suporte psicológico para o processo de reconstrução de suas vidas.
Descubra mais sobre O expresso Br
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



