Israel ataca depósitos de petróleo em Teerã e governo iraniano alerta para risco de chuva ácida
A capital do Irã viveu um cenário apocalíptico neste domingo (8). O que deveria ser o amanhecer de um novo dia transformou-se em uma extensão da noite após uma série de bombardeios coordenados pelas forças de Israel, com apoio logístico dos Estados Unidos, atingirem infraestruturas críticas de combustíveis. A fumaça densa e negra oriunda dos incêndios em quatro grandes depósitos de petróleo e um centro de distribuição em Teerã e na província vizinha de Alborz encobriu o sol, forçando motoristas a manterem os faróis acesos em plena manhã na avenida Valiasr.
O impacto ambiental e o alerta de saúde
O Crescente Vermelho do Irã emitiu um alerta urgente de “risco iminente de chuva ácida” para os moradores da região metropolitana. De acordo com a organização, a queima massiva de hidrocarbonetos liberou quantidades críticas de óxidos de enxofre e nitrogênio na atmosfera.
”Esses compostos, ao entrarem em contato com a umidade das nuvens, formam precipitações altamente corrosivas. Já recebemos relatos de ‘chuva preta’ com manchas de óleo em diversos bairros”, informou o órgão em comunicado oficial.
As autoridades de saúde recomendaram que a população:
- Permaneça em locais fechados e evite qualquer atividade ao ar livre.
- Vede janelas e frestas para evitar a entrada de partículas tóxicas.
- Não utilize água da chuva para consumo ou limpeza, devido à alta concentração de toxinas que podem causar queimaduras químicas e danos pulmonares.
Escalada militar e vítimas
O balanço preliminar indica ao menos seis mortos, incluindo quatro motoristas de caminhões-tanque, e dezenas de feridos nos locais atingidos. O governo de Benjamin Netanyahu reivindicou a autoria dos ataques, afirmando que a operação faz parte de uma nova fase da campanha militar para desmantelar a logística de guerra do regime iraniano.
Em contrapartida, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, classificou as ações como “guerra química intencional contra civis” e prometeu retaliação, enquanto a Guarda Revolucionária já teria direcionado ataques a refinarias em Haifa, no norte de Israel.
Consequências globais
O conflito, que entra agora em seu nono dia de intensificação em 2026, já provoca ondas de choque na economia mundial. Países como Bangladesh iniciaram o racionamento de combustíveis neste domingo devido às incertezas no Estreito de Ormuz, e o preço do barril de petróleo registrou nova alta nos mercados internacionais.

































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