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Ratinho Jr. libera PL e aproximação entre Sergio Moro e Flávio Bolsonaro redefine cenário no Paraná

Ratinho Jr. libera PL e aproximação entre Sergio Moro e Flávio Bolsonaro redefine cenário no Paraná

O tabuleiro político paranaense sofreu uma movimentação sísmica nas últimas semanas. O governador Ratinho Junior (PSD), ao manter firme sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, acabou abrindo espaço para que o PL, partido de Jair Bolsonaro, buscasse alternativas de palanque no estado. Esse vácuo estratégico está empurrando o senador Sergio Moro (União) para uma aliança até então improvável com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

​O ultimato e a “liberação” estratégica

​A tensão entre o Palácio Iguaçu e a cúpula do PL escalou após um encontro recente em Brasília. Interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro teriam dado um ultimato para que Ratinho Junior desistisse de suas ambições nacionais para apoiar o filho do ex-presidente.

​Como o governador paranaense não recuou, o PL passou a flertar abertamente com Sergio Moro. A ideia é simples: se Ratinho será um adversário de Flávio no plano federal, o PL precisa de um nome forte no Paraná que garanta um palanque bolsonarista robusto — e Moro, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo estadual com mais de 40%, tornou-se a peça-chave.

​Moro como o “trunfo” contra o PSD

​A aproximação entre Moro e os Bolsonaro marca uma reaproximação pragmática após o rompimento traumático de 2020. Para Moro, o apoio do PL resolve dois problemas:

  1. Isolamento partidário: O ex-juiz enfrenta resistências internas no União Brasil e uma relação complexa com a federação com o PP.
  2. Competitividade: Com a estrutura do PL, Moro consolida sua liderança contra os nomes indicados por Ratinho Junior, como o secretário Guto Silva (PSD), que ainda patina nas pesquisas.

​O desenho das chapas para 2026

​Os bastidores apontam para uma composição que pode redesenhar as forças da direita no sul do país:

  • Governo do Estado: Sergio Moro surge como o nome de consenso entre setores do PL e do União Brasil.
  • Senado: A chapa ganharia musculatura com nomes como Felipe Barros (PL) e possivelmente Deltan Dallagnol (Novo), criando um “superpalanque” conservador.
  • Presidência: Flávio Bolsonaro utilizaria essa estrutura para garantir votos em um dos estados mais bolsonaristas do Brasil, enquanto Ratinho Junior tentará viabilizar sua terceira via pelo PSD de Gilberto Kassab.

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