“Entenda a polêmica sobre a prestação de contas da APP Sindicato e as críticas à falta de transparência nos gastos
Professor questiona transparência da APP Sindicato após assembleia: “É um absurdo exigir deslocamento físico em plena era digital”
Um professor associado à APP Sindicato (Sindicato dos Professores do Paraná) viralizou nas redes sociais ao denunciar suposta falta de transparência na prestação de contas da entidade. Durante assembleia realizada nesta semana, o docente questionou a ausência de documentos comprobatórios dos valores apresentados nos balancetes financeiros. Segundo relatos, a administração afirmou que os registros estão disponíveis apenas presencialmente nos núcleos sindicais ou na sede estadual, e não no site oficial.
A crítica principal:
Em publicação nas redes, o professor destacou: “Imagine ter que fazer plantão nos núcleos para conferir gastos em 2025? É um retrocesso. Se a APP é ‘unida e forte’, por que não disponibiliza tudo online, de forma acessível? Aprovar prestação de contas sem transparência prévia é incoerente”. A revolta ganhou apoio de outros associados, que reforçaram a demanda por digitalização dos processos.
O que diz o site da APP?
Ao analisar o portal da entidade, verificou-se que o menu “Minha Sindicalização” traz apenas balancetes resumidos, sem detalhamento de despesas ou recibos. Para ter acesso a comprovantes de gastos, é necessário solicitar presencialmente — prática considerada “obsoleta” por críticos, especialmente após a pandemia, que acelerou a digitalização de serviços.
Contexto Ampliado
A discussão reflete um debate nacional sobre transparência em sindicatos. Em 2023, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitiu resolução reforçando a obrigatoriedade de prestação de contas detalhada a associados, embora não especifique a necessidade de publicação online.
Comparação com Outros Sindicatos:
Enquanto a APP mantém documentos restritos ao acesso físico, sindicatos como o SINPRO-SP e o SEPE-RJ disponibilizam relatórios financeiros completos em seus sites, incluindo recibos e planilhas. Especialistas em direito sindical ouvidos pela reportagem destacam que a digitalização é uma “exigência do mundo moderno” e “fortalece a credibilidade das instituições”.
Repercussão nas Redes:
A hashtag #APPTansparenteJá ultrapassou 2,5 mil menções no X (Twitter), com usuários cobrando: “Se é nosso dinheiro, temos direito de ver como é usado sem burocracia”. Membros da base sugerem que a entidade crie um portal sigiloso para associados, modelo já adotado por sindicatos de outras categorias.
O que diz a lei?
De acordo com a legislação trabalhista (Lei nº 11.648/2008), sindicatos devem fornecer acesso às contas a qualquer associado, mas o formato (online ou físico) fica a critério da entidade. Para o professor autor da crítica, porém, a APP “usa a brecha legal para dificultar o monitoramento”.
Próximos passos:
A pressão online já motivou a criação de um abaixo-assinado exigindo modernização na prestação de contas. Enquanto isso, a assembleia aprovou os balancetes, mas a insatisfação parece sinalizar um desafio para a atual gestão: como conciliar tradição sindical com as demandas por transparência digital?