Michelle Bolsonaro representa Jair Bolsonaro na posse de Donald Trump nos EUA

Impedido de deixar o país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro designou sua esposa, Michelle Bolsonaro, para representá-lo na cerimônia de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, marcada para 20 de janeiro de 2025, em Washington, D.C.

Bolsonaro teve seu passaporte apreendido em fevereiro de 2024, como parte das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Seus advogados solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes a devolução temporária do documento para que ele pudesse comparecer à posse de Trump, alegando tratar-se de um convite formal e de caráter “pontual”. No entanto, o pedido foi negado, com Moraes destacando o risco de fuga do ex-presidente para evitar responsabilização penal.

Em entrevista à Revista Oeste, Bolsonaro expressou frustração com a decisão e anunciou que Michelle viajaria em seu lugar, mencionando que ela receberia um “tratamento bastante especial” devido à amizade construída entre ele e Trump.

A cerimônia de posse de Trump contará com a presença de diversas figuras políticas internacionais, incluindo líderes de direita como Santiago Abascal (Espanha), Javier Milei (Argentina) e Giorgia Meloni (Itália). A participação de Michelle Bolsonaro reforça os laços entre o bolsonarismo e o movimento político liderado por Trump, sinalizando uma continuidade nas relações entre as alas conservadoras dos dois países.

Enquanto isso, Jair Bolsonaro permanece no Brasil, enfrentando múltiplas investigações que incluem acusações de tentativa de golpe de Estado e falsificação de registros de vacinação, todas negadas por ele. A decisão do STF de manter a proibição de sua viagem internacional ressalta as tensões políticas internas e as implicações legais que o ex-presidente enfrenta atualmente.

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