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Justiça condena prefeito de Diadema por associar assessor de Lula ao PCC

Justiça condena prefeito de Diadema por associar assessor de Lula ao PCC

Em decisão de primeira instância, Taka Yamauchi (MDB) recebeu pena de prisão por difamação e injúria eleitoral após falas contra o chefe de gabinete do presidente durante debate em 2024.

​A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o atual prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), a uma pena de seis meses e 25 dias de detenção em regime aberto. A sentença é resultado de declarações feitas por Yamauchi durante a campanha eleitoral de 2024, nas quais ele associou Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola” e atual chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

​O contexto da polêmica

​O episódio central ocorreu em agosto de 2024, durante um debate organizado pelo portal G1. Na ocasião, Yamauchi — que disputava a prefeitura contra o então prefeito José de Filippi Júnior (PT) — questionou o adversário sobre o suposto recebimento de verbas irregulares vindas de Brasília.

​Em sua fala, Taka mencionou: “O Brasil vem sofrendo há muito tempo com o crime organizado, inclusive o tal de Marcola, lá de Brasília, de forma irregular, mandou dinheiro aqui para Diadema”. A frase utilizou-se da coincidência de apelidos entre o assessor presidencial e Marcos Willians Herbas Camacho, o líder máximo da facção criminosa, para sugerir uma ligação espúria.

​A decisão judicial

​A juíza Clarissa Rodrigues Alves, da 222ª Zona Eleitoral, destacou na sentença que o réu “assumiu o risco” de ofender a honra da vítima ao fundir fatos de reportagens distintas para criar uma narrativa ofensiva. Segundo a magistrada, não é necessária uma interpretação complexa para notar que o objetivo era abalar a reputação de terceiros e influenciar o contexto eleitoral.

​Além da pena privativa de liberdade (que pode ser convertida conforme o Código Penal), o prefeito já havia sofrido uma derrota na esfera cível anteriormente, sendo condenado a pagar uma indenização de R$ 14 mil por danos morais ao assessor.

​Desdobramentos e defesa

​A condenação ocorre em um momento de transição política em Diadema, onde Taka Yamauchi assumiu o comando da cidade após derrotar o grupo petista liderado por Filippi Júnior.

​Em nota oficial, a defesa de Taka Yamauchi reafirmou seu respeito às instituições e informou que recorrerá da decisão junto às instâncias superiores. O prefeito permanece no cargo e poderá responder ao processo em liberdade enquanto o recurso é apreciado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

​Marco Aurélio Santana Ribeiro, por meio de seus representantes, tem sustentado que as associações feitas durante a campanha foram criminosas e visaram apenas o ganho político através da desinformação.

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