Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, tem uma estratégia de gestão que vai além dos relatórios de Excel: ela vive o produto. Em entrevista recente, a executiva revelou que mantém o hábito de dirigir pela plataforma para entender, na prática, as dores e as necessidades dos motoristas parceiros. Essa visão “do chão de fábrica” fundamenta os planos da gigante de tecnologia para consolidar sua liderança no mercado brasileiro em 2026.
O fator humano por trás do algoritmo
Para Penna, a experiência de sentar ao volante não é apenas simbólica. O Brasil é um dos principais mercados globais da Uber, e a proximidade da liderança com a realidade urbana é vista como um diferencial competitivo.
- Escuta ativa: O contato direto com passageiros e o enfrentamento do trânsito real permitem ajustes mais rápidos no aplicativo.
- Inclusão feminina: Uma das bandeiras de sua gestão é o Uber Elas, ferramenta que permite que motoristas mulheres escolham transportar apenas passageiras, visando aumentar a segurança e a entrada de mais mulheres na economia compartilhada.
- Segurança e suporte: A executiva destaca que a tecnologia de monitoramento e os novos protocolos de segurança são prioridades contínuas para manter a confiança na marca.
A estratégia bilionária e o futuro da mobilidade
A Uber não se vê mais apenas como um app de carros, mas como uma plataforma completa de mobilidade e logística. Os investimentos no Brasil têm seguido três pilares principais.
Recentemente, a empresa tem acelerado o uso de Inteligência Artificial para otimizar rotas e prever demandas em grandes eventos, garantindo que a eficiência financeira caminhe junto com a satisfação do usuário. A meta é clara: tornar o carro particular um item opcional nas grandes metrópoles brasileiras.
O cenário em 2026
Com a economia digital em constante evolução, o desafio de Silvia Penna é equilibrar a rentabilidade bilionária da operação com a sustentabilidade do ecossistema de parceiros. O Brasil continua sendo o laboratório de inovações da Uber para o mundo, testando desde novos métodos de pagamento até soluções de segurança que depois são exportadas para outros países.
”Estar no banco do motorista me lembra diariamente que, por trás de cada linha de código, existem pessoas buscando uma renda ou um deslocamento seguro”, afirma a executiva.




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