A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton, subiu o tom contra a gestão de Donald Trump em relação ao polêmico dossiê de Jeffrey Epstein. Em entrevista recente à BBC, a democrata afirmou categoricamente que existe uma tentativa deliberada de “abafar” parte dos arquivos para evitar danos políticos ao ex-presidente republicano.
”Divulguem os arquivos. Eles estão enrolando”, disparou Clinton, reforçando a pressão pública para que a totalidade dos documentos venha à tona.
O embate pelos documentos ocultos
Embora milhões de páginas tenham sido desclassificadas no início deste mês, o cerne da controvérsia reside no que ainda permanece sob sigilo. O cenário atual apresenta os seguintes pontos críticos:
- O volume retido: Cerca de 3 milhões de páginas continuam inacessíveis ao público.
- Justificativa oficial: O Departamento de Justiça (DoJ) alega que a publicação desses materiais poderia comprometer investigações criminais que ainda estão em curso.
- A acusação política: Hillary sugere que a retenção é seletiva e serve como uma cortina de fumaça para proteger figuras influentes ligadas ao círculo de Trump.
O contexto do caso Epstein em 2026
O caso Jeffrey Epstein continua sendo um “buraco negro” na política americana, atraindo teorias de conspiração e pedidos legítimos de transparência. A divulgação recente de nomes associados ao bilionário — que cometeu suicídio na prisão em 2019 — reacendeu debates sobre o sistema de justiça dos EUA e o tráfico sexual de menores.
A fala de Hillary Clinton ocorre em um momento de extrema polarização, onde cada nova página revelada do caso Epstein é utilizada como arma política entre democratas e republicanos. Enquanto os aliados de Trump frequentemente tentam ligar o nome de Bill Clinton ao financista, Hillary agora inverte o jogo, apontando o dedo para o controle de informações feito pela administração republicana.
”A transparência não é opcional quando se trata de crimes dessa magnitude. O público tem o direito de saber quem participou desse esquema”, afirmou a ex-secretária de Estado.




