Liderança e segurança: Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken, alerta para o erro da desconexão e os impactos da nova NR-1

​O mundo corporativo brasileiro passa por uma transformação silenciosa, mas profunda, onde a empatia deixou de ser um “adicional” para se tornar um pilar de sobrevivência operacional. Segundo Mauricio Giamellaro, CEO da Heineken Brasil, o maior erro cometido pelos líderes na atualidade é a desconexão com a realidade da linha de frente.

​Para o executivo, líderes que se isolam em “torres de marfim” perdem a capacidade de entender as dores e os processos reais de seus colaboradores, o que gera um distanciamento perigoso e compromete a cultura organizacional.

​O fator humano no centro da estratégia

​Giamellaro defende que a liderança precisa ser presente e genuína. Segundo ele, o erro de não ouvir ou não estar disponível para a base cria um vácuo de confiança. No contexto da Heineken, que opera com complexas cadeias de logística e produção, esse distanciamento pode ser fatal para o engajamento.

​”O líder não pode estar distante do ‘chão de fábrica’. Quando você perde a sensibilidade do que acontece na ponta, as decisões tornam-se teóricas e ineficazes”, afirma o CEO.

​O peso da nova NR-1: Gestão de riscos e liderança

​O alerta de Giamellaro ganha uma camada extra de urgência com as atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A nova redação da norma foca intensamente no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

​Por que o erro do líder agora custa mais caro?

​A nova NR-1 exige que a liderança não apenas assine documentos, mas que participe ativamente da identificação de perigos e controle de riscos.

  • Responsabilidade Direta: A liderança é agora, mais do que nunca, corresponsável pela saúde psicossocial e física.
  • Cultura de Segurança: Se o líder comete o erro de se desconectar, ele falha em identificar riscos que só quem está na operação percebe.
  • Foco em Prevenção: A norma prioriza a antecipação, algo impossível sem um canal de comunicação aberto entre gestão e operação.

​Conclusão: A era da “Liderança de Chão”

​A mensagem é clara: o sucesso financeiro e a conformidade legal (como a observância das NRs) dependem da mesma variável — a presença do líder. O CEO da Heineken Brasil reforça que a eficiência operacional e a segurança do trabalho não são departamentos isolados, mas o resultado de uma gestão que sabe ouvir.

Principais pontos de atenção para líderes em 2026:

  1. Presença Ativa: Visitas frequentes e escuta ativa nos postos de trabalho.
  2. Educação Continuada: Garantir que a equipe entenda os riscos, conforme exige a NR-1.
  3. Humanização: Tratar a segurança e o bem-estar como valores inegociáveis, e não apenas métricas de RH.

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