O Brasil registrou um aumento expressivo nos casos de mpox nas últimas semanas de fevereiro de 2026. Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25), o país já soma 90 casos confirmados no ano, número que praticamente dobrou em relação ao balanço anterior de 20 de fevereiro, quando havia 48 registros. O estado de São Paulo concentra a maioria das infecções (63 casos), seguido pelo Rio de Janeiro (15) e Rondônia (4).
Embora o avanço dos números acenda um alerta para as autoridades sanitárias, o Ministério da Saúde ressalta que a maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados, sem o registro de óbitos em solo brasileiro neste ano. Em comparação com 2025, o cenário atual é considerado monitorado, visto que o ano anterior encerrou com 1.079 confirmações e duas mortes.
Nova variante e vigilância global
No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou recentemente a identificação de uma nova variante recombinante do vírus, detectada inicialmente no Reino Unido e na Índia. Esta nova cepa é resultado de uma mistura genética entre os clados 1b e 2b. Apesar de a OMS manter a classificação de risco como “moderada” para grupos específicos e “baixa” para a população geral, a descoberta sugere que o vírus continua em evolução ativa, exigindo vigilância genômica reforçada. Até o momento, não há confirmação da circulação desta variante específica no Brasil.
Transmissão e prevenção
A mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre prioritariamente pelo contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou gotículas respiratórias de pessoas infectadas, além do contato com objetos contaminados, como roupas e lençóis.
Os sintomas clássicos incluem:
- Febre e dor de cabeça;
- Inchaço dos gânglios (ínguas);
- Erupções ou lesões na pele (que podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo genitais).
Especialistas e o Ministério da Saúde reforçam que o isolamento imediato de casos suspeitos e a higiene frequente das mãos são as principais barreiras contra a propagação. No Brasil, a vacinação segue disponível para grupos de maior risco, como pessoas vivendo com HIV/Aids com baixa imunidade e profissionais de laboratório que manipulam o vírus.




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