Um fenômeno meteorológico impressionante voltou a colocar os moradores do Noroeste do Paraná em alerta. No último domingo, 15 de fevereiro de 2026, uma nuvem funil foi registrada em Santo Antônio do Caiuá. O flagrante, feito por moradores em uma área rural, mostra o cone de vento rotativo descendo da base de uma nuvem carregada, em um cenário de forte instabilidade climática.
Este é o quinto registro oficial ou amplamente reportado do fenômeno no estado em menos de dois meses. Segundo o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a frequência dessas formações tem sido impulsionada pelas altas temperaturas e pela umidade elevada, típicas do verão paranaense.
Entenda o fenômeno e os riscos
A nuvem funil é composta por gotas de água condensada, associada a uma coluna de ar que gira rapidamente. Embora visualmente impactante, ela só se torna perigosa para quem está no solo quando ocorre o toque na superfície.
- Nuvem Funil: Ocorre quando o redemoinho permanece suspenso no céu.
- Tornado: É a classificação dada quando o funil toca o solo, podendo causar destruição.
- Tromba d’água: Quando o fenômeno ocorre sobre rios, lagos ou mar.
De acordo com o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, a nuvem registrada em Santo Antônio do Caiuá é o “estágio inicial” de um tornado. “Ela se forma em nuvens de grande desenvolvimento vertical, como as Cumulonimbus. Se tocar o solo, a energia rotacional pode provocar ventos severos”, explica.
Histórico recente no Paraná (Janeiro/Fevereiro 2026)
A sequência de registros em 2026 mostra que o fenômeno não está restrito a uma única região:
Nota de Segurança: A Defesa Civil orienta que, ao avistar uma nuvem funil, a população deve buscar abrigo em construções de alvenaria e manter distância de janelas e objetos que possam ser lançados pelo vento.
Contexto Climático
O aumento dessas ocorrências coincide com a fase de transição do fenômeno La Niña para a neutralidade climática. Esse cenário favorece a entrada de frentes frias que, ao encontrarem o ar quente e abafado do Paraná, geram tempestades severas e as chamadas “supercélulas”, berço das nuvens funil.




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