A Paranaguá Previdência consolidou uma marca histórica ao atingir R$ 1 bilhão de patrimônio líquido em novembro de 2025, impulsionada por uma estratégia de diversificação de ativos e gestão rigorosa do Comitê de Investimentos. A autarquia vem a público tranquilizar seus beneficiários após relatórios recentes apontarem o nome da instituição em listas de investidores de fundos ligados ao Banco Master, instituição que é alvo de investigações federais.
Rentabilidade e Segurança
Somente no início do ano passado, o Comitê de Investimentos registrou uma rentabilidade de R$ 19 milhões em um único mês, resultado de uma carteira que prioriza a segurança e a liquidez. Segundo a diretoria financeira, a saúde atuarial do instituto permanece sólida, sem qualquer risco aos pagamentos de aposentados e pensionistas. O diretor-presidente, Ali El Kadri, destaca que a gestão atua com “seriedade e responsabilidade para proteger o futuro dos segurados”.
Esclarecimentos sobre o Banco Master
A polêmica envolvendo o Banco Master surgiu após levantamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) citarem a Paranaguá Previdência como cotista do fundo imobiliário Brazilian Graveyard & Death Care Services FII (CARE11). Em nota oficial, a autarquia esclareceu os seguintes pontos:
- Investimento Antigo: O aporte no fundo foi realizado em julho de 2017, época em que o ativo atendia a todos os requisitos legais e não possuía qualquer vínculo com o Banco Master.
- Voto Contrário: A entrada da Master CTVM na administração do fundo ocorreu apenas em 2025, decisão que contou com o voto contrário da Paranaguá Previdência em assembleia.
- Ausência de Vínculo Direto: O instituto reafirma que não possui CDBs, letras financeiras ou qualquer outro produto emitido diretamente pelo Banco Master em sua carteira atual.
Determinação do TCE-PR
Apesar dos bons números globais, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) determinou recentemente o “desinvestimento” de recursos em fundos específicos classificados como de alto risco, como o Osasco Properties. A Paranaguá Previdência informou que já está cumprindo as determinações e segue monitorando o mercado via B3 para garantir o resgate dos valores com a menor perda possível para o erário municipal.
A instituição permanece sob supervisão constante do Ministério da Previdência e mantém seus relatórios de governança atualizados no Portal da Transparência, reforçando o compromisso com os mais de 100 regimes de previdência que buscam blindar o patrimônio dos servidores contra instabilidades do setor bancário.




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