CURITIBA, PR – O inquérito policial que investigava o paradeiro de três cães comunitários do centro de distribuição do Mercado Livre, em Araucária, chegou a um desfecho punitivo. A Polícia Civil do Paraná confirmou o indiciamento de funcionários envolvidos no episódio que chocou protetores de animais e mobilizou as redes sociais nas últimas semanas.
Fraude e substituição de animais
A investigação comprovou que houve uma tentativa deliberada de enganar as autoridades e a opinião pública. Após a remoção forçada de Rajada, Caramelo e Pretinha, o grupo de funcionários buscou cães com características semelhantes em outra localidade e os entregou a uma ONG, tentando forjar um “final feliz”.
A farsa foi descoberta porque:
- Identificação falha: Os animais entregues não possuíam os microchips e as marcas físicas conhecidas pelos cuidadores originais.
- Rastreamento: Câmeras e depoimentos confirmaram que os cães comunitários foram abandonados em uma área rural distante, prática configurada como crime de maus-tratos.
Consequências para os envolvidos
O Mercado Livre reiterou que desligou sumariamente os responsáveis pela operação logística clandestina assim que a fraude interna foi detectada. A empresa agora colabora com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para tentar localizar o paradeiro exato dos animais originais, que ainda não foram encontrados.
”A conduta dos ex-colaboradores foi isolada e contrária às diretrizes de bem-estar animal da companhia”, afirmou a empresa em nota oficial.
Implicações Legais
Os indiciados poderão responder por:
- Maus-tratos a animais (com pena de 2 a 5 anos de reclusão);
- Fraude processual, pela tentativa de enganar a investigação com a substituição dos cães.
As buscas pelos três cães originais continuam em áreas de mata e rodovias da Região Metropolitana de Curitiba, lideradas por grupos de voluntários independentes.




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