POPULAÇÃO de Ponta Grossa, Sanepar, prefeitura e parlamentares no centro de crise por água e tarifas
Ponta Grossa – Uma onda de indignação toma conta dos moradores de Ponta Grossa, que organizam um protesto para a próxima quarta-feira (25), às 13h30, em frente à sede regional da Sanepar. A mobilização é motivada por uma combinação de problemas que afeta diretamente o cotidiano e o bolso das famílias: o fornecimento de água com odor e gosto desagradáveis e a denúncia de aumentos considerados abusivos nas faturas de consumo.
Crise na qualidade da água
Desde o final de janeiro de 2026, diversos bairros da cidade relatam que a água que sai das torneiras apresenta um cheiro “podre” e coloração escura. Em resposta às cobranças, a Sanepar atribui o problema à floração de algas na Represa de Alagados, fenômeno agravado pelas altas temperaturas e pelo baixo índice de chuvas.
Embora a companhia assegure que a água permanece potável e segura para o consumo após passar por tratamentos especializados (como o sistema Actiflow), a população contesta a afirmação. Muitos moradores relatam dificuldades para cozinhar e realizar a higiene básica, além do receio de danos à saúde, conforme registrado em denúncias encaminhadas ao Ministério Público, que já abriu inquérito para investigar o caso.
Tarifas sob suspeita
Somando-se à questão da qualidade, usuários denunciam faturas com valores que dobraram ou triplicaram no último mês. O Procon de Ponta Grossa já formalizou dezenas de pedidos de esclarecimentos à Sanepar somente em 2026. A empresa alega que o aumento pode estar relacionado ao maior consumo no verão ou a leituras acumuladas, mas a explicação não convenceu os manifestantes, que exigem uma auditoria nas cobranças.
Silêncio político e pressões
O clima de revolta também mira a esfera política. Críticas têm sido direcionadas à prefeita Elizabeth Schmidt e a deputados da base governista pela prorrogação do contrato com a Sanepar até 2048, assinada em gestões anteriores e mantida sob termos que, segundo a oposição e movimentos sociais, não garantem contrapartidas suficientes para o município.
Enquanto órgãos reguladores como a Agepar são cobrados por uma fiscalização mais rígida, a justiça local já foi acionada em episódios passados — como em 2025 — para suspender cobranças devido a falhas no abastecimento, o que serve de precedente para as atuais reivindicações.
O protesto do dia 25 promete reunir moradores de diversas regiões da cidade, que usam as redes sociais para convocar a vizinhança. “Não aceitaremos pagar caro por um produto que não podemos sequer usar para beber”, afirma uma das mensagens que circula nos grupos de mobilização.
Serviço:
- O quê: Protesto contra a Sanepar (Água suja e tarifas abusivas)
- Quando: Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, às 13h30
- Onde: Rua Balduíno Taques, 1150 – Centro, Ponta Grossa.








































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