O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), utilizou suas redes sociais nesta semana para cobrar uma reforma profunda na legislação penal brasileira. O gatilho para o posicionamento foi o assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrido em Ivaí, nos Campos Gerais. O crime, que chocou o estado, serviu de plataforma para que o governador criticasse o sistema que permite a progressão de regime após o cumprimento de apenas um sexto da pena em certos casos.
O Contexto do Posicionamento
Ratinho Júnior defende que crimes hediondos e graves recebam penas rigorosas e sem os benefícios de saída antecipada. Em sua fala, o governador destacou a sensação de impunidade gerada pelo atual Código Penal, sugerindo que a legislação brasileira é “frouxa” e favorece a reincidência criminal.
Contradições e Embate Político
A movimentação do governador, entretanto, não passou ilesa de críticas. Setores da oposição e analistas políticos apontam uma mudança de postura motivada por ambições eleitorais, já que Ratinho Júnior é um dos nomes cotados para a disputa presidencial.
- Silêncio no Legislativo: Críticos relembram que, durante seus mandatos como deputado federal, Ratinho Júnior não teve a segurança pública como sua principal bandeira de reforma legislativa, mantendo um perfil mais discreto sobre o tema no Congresso Nacional.
- Gestão Estadual: No Paraná, embora o governo exalte investimentos em viaturas e tecnologia, índices de criminalidade em cidades do interior e a situação do sistema carcerário estadual são alvos constantes de questionamentos por parte de sindicatos de policiais e entidades de direitos humanos.
Cenário Nacional
A estratégia de focar na segurança pública coloca o governador do Paraná em alinhamento com uma pauta conservadora que deve dominar o debate eleitoral nos próximos anos. Ao personificar a indignação popular frente a crimes bárbaros, como o de Ivaí, ele busca consolidar sua imagem como um gestor de “mão dura”, contrastando com as políticas do governo federal.
Nota do Editor: O debate sobre a maioridade penal e a reforma do Código Penal segue parado no Congresso, enquanto governadores de oposição ao Governo Federal tentam nacionalizar o debate sobre a insegurança pública.




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