Superlotação e tumulto marcam encontro de Calvin Harris e Baixo Augusta na Consolação

SÃO PAULO – O que deveria ser um domingo de celebração histórica no pré-carnaval paulistano transformou-se em cenário de caos e pânico na tarde deste 8 de fevereiro de 2026. A Rua da Consolação, palco do tradicional desfile do Acadêmicos do Baixo Augusta e da apresentação inédita do DJ internacional Calvin Harris, registrou cenas de superlotação que forçaram a derrubada de grades de segurança e o acionamento de um plano de contingência pela Prefeitura.

​Multidão recorde e grades derrubadas

​A concentração para o bloco do DJ escocês começou cedo, por volta das 11h, atraindo um “volume absurdo de pessoas”, nas palavras do prefeito Ricardo Nunes. A pressão da multidão tornou-se insustentável antes mesmo do início oficial da apresentação de Harris, prevista para as 14h.

​Foliões, sentindo-se prensados contra as estruturas metálicas, derrubaram as grades de contenção para buscar áreas de escape. Houve relatos de pessoas subindo em marquises, pontos de ônibus e até invadindo o pátio da Escola Paulista da Magistratura para escapar do esmagamento.

​”Achei que fosse morrer. A grade caiu e os seguranças disseram que seríamos pisoteados”, relatou a bióloga Giselle Meneses, 22, que abandonou o local antes do show principal.

​Impacto nos desfiles e atendimento médico

​O incidente gerou um efeito cascata na programação:

  • Calvin Harris: A apresentação foi interrompida diversas vezes e começou com mais de uma hora de atraso, iniciando apenas após as 15h.
  • Baixo Augusta: O tradicional bloco, que trazia o cantor Péricles e a rainha Alessandra Negrini, teve seu início adiado em duas horas devido à impossibilidade de deslocamento do trio na via superlotada.
  • Saúde: Dezenas de pessoas foram atendidas com crises de pânico, desidratação e ferimentos leves. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não houve registros de feridos graves.

​Resposta oficial e críticas

​A organização do Acadêmicos do Baixo Augusta criticou duramente o planejamento da Prefeitura, citando “falta de organização” ao permitir dois eventos de tamanha magnitude simultaneamente em uma via que, embora larga, possui gargalos de saída. A estimativa da agremiação é que 1,5 milhão de pessoas tenham passado pela região.

​Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que:

  1. ​Bloqueou o acesso de novos foliões à Rua da Consolação às 14h55.
  2. ​Abriu as ruas transversais para facilitar o escoamento.
  3. ​A Guarda Civil Metropolitana (GCM) assumiu a condução dos trios para garantir a segurança.

​Apesar do susto e do atraso, os desfiles foram retomados sob forte esquema de vigilância, encerrando-se no final da tarde.

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