As investigações envolvendo o deputado estadual Soldado Adriano José (PP) ganharam novos capítulos neste mês de março de 2026. O parlamentar, que tem em Maringá sua principal base eleitoral, está sob a mira do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) devido a graves denúncias de corrupção e uso ineficiente de verbas públicas.
O esquema da “rachadinha” e a movimentação de R$ 5 milhões
O caso mais sensível refere-se a um procedimento registrado no GAECO sob o número 0046.23.089162-7.
- A Denúncia: Documentos revelados recentemente apontam que assessores comissionados seriam obrigados a devolver parte de seus salários. O esquema contaria com a participação do chefe de gabinete, que supostamente recolheria os valores em espécie.
- Testa de ferro: A investigação apura uma movimentação financeira que pode chegar a R$ 5 milhões. Um detalhe que chama a atenção dos investigadores é a menção a um suposto “testa de ferro” em Maringá que teria falecido, gerando temor no gabinete sobre o vazamento de informações por parte de familiares do falecido.
Gastos de R$ 126 mil com locação de veículos
Paralelamente à denúncia de “rachadinha”, novos dados de março de 2026 mostram um gasto acumulado de R$ 126 mil em aluguel de carros junto à empresa Douglas Veículos Ltda., de Paranavaí.
- Padronização suspeita: Foram identificadas 12 notas fiscais consecutivas no valor idêntico de R$ 10.500,00. Especialistas em gestão pública questionam a “economicidade” da medida, já que o valor total seria suficiente para comprar um veículo zero-quilômetro.
- Conexão política: O proprietário da locadora é assessor parlamentar do deputado federal Tião Medeiros (PP), aliado político próximo de Adriano José, o que levanta suspeitas sobre o favorecimento de parceiros políticos com dinheiro da Assembleia Legislativa (ALEP).
Histórico de acusações e defesa
Este não é o primeiro revés do deputado. Em janeiro de 2026, um ex-chefe de gabinete concedeu entrevista detalhando que o esquema de “rachadinha” ocorreria desde o início do primeiro mandato do parlamentar. Na ocasião, o ex-assessor afirmou ter saído do cargo por não concordar com as exigências de devolução salarial.
O outro lado: O deputado Adriano José tem negado veementemente todas as acusações. Em notas oficiais, afirma que os gastos de gabinete seguem rigorosamente as normas da ALEP e que as denúncias de “rachadinha” são “fake news” promovidas por opositores e ex-funcionários ressentidos. Ele ressalta que está à disposição da justiça para prestar esclarecimentos.




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