Banco Master: foragido envolvido em esquema de lavagem de dinheiro é preso em SP

​A Polícia Militar de São Paulo prendeu, nesta quinta-feira (26), um homem de 50 anos procurado pela Justiça Federal por envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro vinculados ao Banco Master. A prisão ocorreu na Rua Luiz Migliano, na Vila Andrade, zona sul da capital paulista, após uma operação de inteligência do 16º Batalhão da PM.

​O detido, identificado como Edmilson Souza de Oliveira, possuía um mandado de prisão em aberto e foi localizado após monitoramento e análise de dados dos setores de inteligência policial. Após a abordagem, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal para o cumprimento das medidas judiciais.

​Desdobramentos da Operação Compliance Zero

​A prisão de Oliveira é mais um capítulo da crise que envolve o Banco Master. O caso ganhou tração com a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e lavagem de ativos.

  • Prisão de Daniel Vorcaro: No início de março de 2026, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Ele é investigado por coordenar um esquema de venda de títulos falsos e transações irregulares entre fundos de investimento.
  • Bloqueio de Bens: A Justiça determinou o bloqueio de ativos que chegam a R$ 22 bilhões para garantir o ressarcimento de prejuízos ao sistema financeiro.
  • Conexões com o Crime Organizado: Relatórios recentes da CPI do Crime Organizado sugerem que estruturas financeiras ligadas ao banco podem ter sido utilizadas para ocultar recursos de facções criminosas, como o PCC, elevando o caso a uma questão de segurança pública.

​CPI e novas frentes de investigação

​Enquanto as prisões ocorrem nas ruas, em Brasília, o cerco se fecha no Congresso Nacional. No dia 25 de março, a CPI do Crime Organizado ouviu depoimentos que acusam o Banco Master de coordenar fraudes em empréstimos consignados de servidores públicos em diversos estados, incluindo Mato Grosso.

​As investigações apontam que o “modus operandi” envolvia a utilização de empresas de fachada e a manipulação de taxas de juros acima do permitido, prejudicando milhares de aposentados e funcionários públicos. O Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) também estão sob pressão para explicar falhas na fiscalização do grupo.

​Até o momento, a defesa dos citados e a assessoria do Banco Master não emitiram novos comunicados sobre a prisão ocorrida em São Paulo. O processo segue sob relatoria do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF).

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