O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, foi preso em flagrante na tarde de terça-feira, 24 de março de 2026, sob a acusação de assassinar o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O crime ocorreu na antiga residência de Bernal, localizada na região central da capital sul-mato-grossense, que havia sido arrematada pela vítima em um leilão judicial.
O conflito e o crime
De acordo com informações da Polícia Militar e registros da ocorrência, Roberto Carlos chegou ao imóvel acompanhado de um chaveiro para tomar posse da propriedade. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 3,7 milhões, foi leiloado em junho de 2025 para quitar dívidas de pensão alimentícia que ultrapassavam R$ 112 mil.
Houve um desentendimento no local. Bernal, que se recusava a deixar o imóvel, teria efetuado ao menos três disparos contra o comprador. Roberto Carlos foi atingido na varanda da casa e morreu antes da chegada do socorro.
Alegação de legítima defesa
Após os disparos, Alcides Bernal deixou o local e se apresentou voluntariamente à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol). Em depoimento, o ex-prefeito afirmou que agiu em legítima defesa:
”Fui para minha casa e os caras estavam lá dentro. Partiram para cima de mim e tive que me defender”, declarou Bernal ao se entregar.
A defesa do ex-político sustenta que o imóvel sofreu tentativas de invasão anteriores e que ele teria sido agredido durante a discussão. Entretanto, a Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado e determinou a transferência de Bernal para o Presídio Militar Estadual.
Histórico da dívida
O imbróglio jurídico que levou ao leilão da casa começou anos atrás. A dívida de pensão alimentícia é referente ao filho do ex-prefeito, que reside em Palmas (TO). Devido ao não pagamento e à ausência de acordo, a Justiça determinou a penhora e o subsequente leilão do bem para a quitação do débito.




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