Lula suspende 3 milhões de multas do Free Flow e Arilson Chiorato judicializa sistema no Paraná

O cenário das rodovias brasileiras passa por um momento de intensa revisão técnica e jurídica. Após o Governo Federal, sob a gestão do presidente Lula, determinar a suspensão de aproximadamente 3 milhões de multas aplicadas no sistema Free Flow (fluxo livre) no estado de São Paulo, o debate sobre a eficácia e a justiça do modelo de cobrança automática chegou com força ao Sul do país. No Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato (PT) anunciou que a oposição entrou na Justiça contra a implementação dos pórticos em solo paranaense.


A decisão federal e o gargalo em São Paulo

A suspensão das multas em São Paulo ocorreu após a constatação de falhas no sistema de notificação e pagamento. No modelo Free Flow, não existem praças de pedágio físicas; o veículo é identificado por câmeras e sensores, e o motorista tem um prazo (geralmente de 15 dias) para quitar o débito via aplicativo ou site, caso não possua “tag”.

As principais reclamações que levaram à intervenção federal incluem:

  • Dificuldade de acesso: Usuários relataram instabilidade nos sistemas de pagamento das concessionárias.
  • Falta de sinalização: Motoristas alegam que não foram devidamente informados sobre a existência da cobrança automática.
  • Prazos exíguos: O curto intervalo para pagamento resultou em um volume recorde de multas por evasão de pedágio, muitas vezes aplicadas injustamente.

Ofensiva jurídica no Paraná

No Paraná, a implementação dos pórticos automáticos tornou-se o novo campo de batalha entre a oposição e as concessionárias de rodovias. O deputado Arilson Chiorato, líder da Oposição na Assembleia Legislativa (ALEP) e presidente do PT-PR, acionou o Poder Judiciário apontando irregularidades na operação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e das empresas responsáveis.

“A concessionária e a ANTT não estão cumprindo as regras previstas na lei e no contrato. Não vamos permitir que o paranaense seja prejudicado por um sistema que, da forma como está, pune o trabalhador em vez de facilitar a vida de quem trafega”, afirmou o parlamentar em suas redes sociais.


Os pontos de conflito no contrato paranaense

De acordo com a ação movida pela oposição, os principais problemas detectados no Paraná envolvem:

Ponto CríticoDescrição da Irregularidade
TransparênciaAusência de campanhas educativas robustas antes do início da cobrança.
InfraestruturaFalhas na integração de dados que podem gerar cobranças em duplicidade ou notificações tardias.
Cumprimento ContratualAlegação de que as obrigações de melhoria das vias não estão acompanhando o ritmo da modernização da cobrança.

Próximos passos

A expectativa agora recai sobre a decisão da Justiça paranaense quanto ao pedido de liminar para suspender a instalação de novos pórticos. Enquanto isso, o Ministério dos Transportes estuda uma regulamentação nacional mais rigorosa para o Free Flow, visando padronizar os métodos de pagamento e evitar que o modelo, que deveria trazer fluidez ao trânsito, se torne uma “fábrica de multas”.

A assessoria da ANTT e as concessionárias do lote paranaense ainda não se manifestaram oficialmente sobre os detalhes específicos da ação judicial protocolada pelo deputado.

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