Moro lidera corrida ao Palácio Iguaçu e oposição aposta em Requião Filho para polarizar disputa no Paraná

O cenário político do Paraná começa a ganhar contornos mais definidos rumo às eleições de 2026. Ao que tudo indica, o desafeto do governador Ratinho Junior, o senador Sérgio Moro (PL), continua liderando a corrida ao Palácio Iguaçu e se consolidando como principal nome na disputa pela sucessão estadual.

Em segundo lugar nas projeções aparece o deputado estadual Requião Filho (PDT), um dos parlamentares que mais se posicionou na oposição ao atual governo e que, ao longo dos últimos anos, manteve postura crítica aos projetos considerados ousados ou controversos da gestão estadual.

A disputa, ainda em fase inicial, já indica um confronto político claro entre dois perfis distintos e duas formas diferentes de enxergar o papel do Estado.

Moro entra como favorito, mas carrega desafios políticos

O nome de Sérgio Moro segue forte no imaginário do eleitorado paranaense. Ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça do governo do então presidente Jair Bolsonaro, Moro construiu sua imagem pública associada ao combate à corrupção e à defesa da segurança pública.

No entanto, sua trajetória política também é marcada por rupturas e mudanças de rumo. Sua saída do Ministério da Justiça, após divergências com o então presidente, expôs fragilidades políticas e abriu questionamentos sobre sua capacidade de articulação e liderança administrativa.

Caso confirme candidatura ao governo do Paraná, Moro deverá apostar em um discurso centrado em:

  • Combate à corrupção
  • Eficiência na gestão pública
  • Segurança e fortalecimento institucional
  • Modernização do Estado

Por outro lado, enfrentará cobranças naturais de quem nunca ocupou cargo executivo e terá de demonstrar habilidade política para governar um estado complexo e com demandas crescentes em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Requião Filho tenta transformar oposição em alternativa de governo

Do outro lado do tabuleiro político, Requião Filho surge como o principal nome da oposição. Filho do ex-governador e ex-senador Roberto Requião, o deputado construiu sua trajetória política com forte atuação na Assembleia Legislativa e posicionamentos firmes contra medidas do atual governo.

Ao longo dos mandatos, destacou-se por votar contra projetos que, segundo ele, poderiam comprometer o serviço público ou o patrimônio estadual. Essa postura lhe garantiu visibilidade política e consolidou sua imagem como voz crítica dentro do Legislativo.

Se disputar o governo, Requião Filho deverá sustentar uma agenda baseada em:

  • Defesa do serviço público
  • Crítica a privatizações e concessões
  • Fortalecimento do papel do Estado
  • Transparência e fiscalização da gestão pública

O desafio do deputado será ampliar sua base eleitoral e convencer o eleitorado de que possui não apenas discurso de oposição, mas também capacidade administrativa para governar.

Uma eleição que promete confronto direto

A sucessão do governador Ratinho Junior tende a se transformar em uma disputa de alto impacto político. De um lado, um ex-juiz que se tornou símbolo nacional do combate à corrupção. Do outro, um parlamentar que construiu carreira na crítica ao modelo de gestão vigente.

O que se desenha, neste momento, é uma eleição marcada por:

  • Polarização política
  • Debate sobre o tamanho e o papel do Estado
  • Disputa por liderança no campo da oposição e do centro-direita
  • Forte peso da imagem pública e da credibilidade dos candidatos

Ainda há tempo para mudanças no cenário e surgimento de novos nomes competitivos. Mas, se as tendências atuais se confirmarem, o Paraná caminha para uma eleição decisiva, com embate direto entre experiência institucional e promessa de renovação administrativa.

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