Uma “rachadura” na estrutura de uma ponte localizada no km 503 da BR-376, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, tornou-se o centro de discussões sobre segurança viária nesta semana. O trecho, situado nas proximidades do Distrito Industrial e de uma unidade da fábrica Madero, é um ponto estratégico do “Corredor do Café”, conectando o interior do estado e a capital Curitiba aos portos paranaenses.
O caso ganhou repercussão nacional após vídeos gravados por usuários da rodovia circularem nas redes sociais, mostrando um desnível acentuado e o que parece ser uma fissura na base da pista. Diante do alto fluxo de veículos pesados que utilizam a rota diariamente, o temor de um colapso estrutural mobilizou autoridades e a concessionária responsável.
O que dizem os envolvidos
Em nota oficial emitida nesta quinta-feira (19), a Motiva Paraná, concessionária que administra o Lote 3 das rodovias integradas, garantiu que a estrutura é segura e não apresenta riscos de queda. Segundo a empresa, o “degrau” observado é uma característica construtiva preexistente, relacionada à junta de dilatação da ponte, que foi unida a partir de duas estruturas distintas antes mesmo do início da atual concessão.
A concessionária afirmou que monitora o ponto desde maio de 2025 e que, até o momento, a situação permanece estável, sem evolução na abertura ou movimentação da estrutura.
Responsabilidades e fiscalização
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e o DNIT esclareceram que, por se tratar de uma rodovia federal concedida, a manutenção integral e a responsabilidade por eventuais reparos cabem exclusivamente à concessionária. O Secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, reforçou publicamente que a fiscalização do contrato e das condições da ponte é de competência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Próximos passos
Apesar de descartar risco imediato, a Motiva Paraná confirmou que possui um planejamento para intervenções de manutenção no local a médio prazo. A obra, no entanto, não deve ocorrer de forma imediata para evitar impactos severos no fluxo logístico da região, sendo executada conforme o cronograma de prioridades estabelecido em contrato.
Até que as melhorias sejam realizadas, a orientação aos motoristas é de que mantenham a atenção redobrada ao passar pelo km 503, respeitando os limites de velocidade, enquanto os órgãos técnicos continuam o acompanhamento periódico do viaduto.




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