Municípios do Rio Grande do Sul paralisam obras e serviços por escassez de diesel

​A crise de abastecimento de combustível no Rio Grande do Sul atingiu um patamar crítico nesta semana, forçando diversas prefeituras a adotarem medidas de racionamento severas. Segundo o último levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), a falta de óleo diesel já compromete diretamente a manutenção de estradas, obras de infraestrutura e o cronograma de transporte público em várias regiões do estado.

​Impactos imediatos na gestão pública

​A escassez não é apenas uma questão logística, mas um entrave que atinge o cotidiano do cidadão gaúcho. Diante dos estoques baixos e da incerteza sobre a normalização das entregas, as administrações municipais estabeleceram uma hierarquia de prioridades para o uso do combustível restante.

  • Saúde em primeiro lugar: Ambulâncias e veículos de transporte de pacientes para tratamentos essenciais (como hemodiálise) estão com o fornecimento garantido, utilizando as últimas reservas dos postos conveniados.
  • Educação sob alerta: O transporte escolar já sofre interrupções em áreas rurais, onde as distâncias são maiores e o consumo de diesel é mais elevado.
  • Obras paralisadas: Maquinários pesados usados na recuperação de vias e obras urbanas foram recolhidos aos pátios das secretarias para preservar o combustível.

​O posicionamento da Famurs

​De acordo com representantes da federação, o cenário é reflexo de instabilidades na cadeia de distribuição que têm impedido que os pedidos feitos pelas prefeituras sejam entregues integralmente.

​”Estamos orientando os prefeitos a decretarem situação de contingência onde for necessário, para que a população compreenda que a prioridade absoluta agora é salvar vidas e manter os serviços básicos de saúde funcionando”, afirmou a entidade em nota técnica.

​Cenário de normalização

​Embora algumas distribuidoras sinalizem uma retomada gradual, o volume de diesel que chega ao estado ainda é insuficiente para suprir o represamento da demanda das últimas semanas. O setor de transporte público urbano também manifestou preocupação, alertando que a continuidade da escassez pode resultar na redução da frota em circulação nas principais cidades do interior.

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