O deputado estadual Requião Filho (PT) utilizou suas redes sociais para subir o tom contra o Governo do Estado do Paraná, exigindo uma postura imediata de valorização para as forças de segurança pública. Em vídeo publicado recentemente, o parlamentar destacou que a segurança da população é diretamente proporcional ao reconhecimento e suporte dado aos policiais que atuam na ponta.
O foco na valorização profissional
Segundo o parlamentar, a dedicação dos agentes de segurança, que “colocam a própria vida em risco para cuidar das pessoas”, não tem sido acompanhada por políticas públicas equivalentes em termos de remuneração e infraestrutura.
A crítica foca em pontos centrais que têm mobilizado a categoria nos últimos meses:
- Defasagem Salarial: A cobrança pela reposição das perdas inflacionárias (data-base) que acumulam de anos anteriores.
- Condições de Trabalho: A necessidade de investimentos em equipamentos e suporte psicológico para os agentes.
- Efetivo: O debate sobre a necessidade de novos concursos para reduzir a sobrecarga dos atuais policiais militares, civis e científicos.
Contexto e desdobramentos na ALEP
A fala de Requião Filho ecoa um sentimento de pressão dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Enquanto o governo estadual ressalta investimentos em tecnologia, como o uso de câmeras corporais e novas viaturas, a oposição e os sindicatos da categoria argumentam que o “capital humano” está sendo negligenciado.
”Passou da hora de o estado valorizar quem dedica a vida para cuidar das pessoas”, afirmou o deputado em sua postagem, reforçando que a segurança pública não se faz apenas com viaturas novas, mas com profissionais motivados e bem remunerados.
O que diz o Governo
Oficialmente, o Poder Executivo tem defendido que o Paraná mantém as contas equilibradas e que promoções e progressões de carreira estão sendo pagas regularmente. No entanto, o anúncio de novos reajustes ainda é objeto de intensa negociação entre as bancadas e as associações representativas, como a Amai (militares) e o Sinclapol (policiais civis).
A expectativa agora é se a pressão política exercida pela oposição resultará em alterações no orçamento estadual para o próximo ciclo, garantindo o que o parlamentar chama de “valorização real”.




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