Ronaldo Caiado assume favoritismo no PSD após desistência de Ratinho Júnior

​A corrida presidencial de 2026 sofreu uma reviravolta decisiva nesta semana. Com a oficialização da desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de disputar o Palácio do Planalto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, consolidou-se como o nome de maior peso dentro do PSD para a sucessão federal.

​O recuo de Ratinho Júnior, anunciado na última segunda-feira (23), foi atribuído a questões familiares e ao desejo de concluir seu mandato no Paraná, onde goza de alta aprovação. A decisão pegou o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, de surpresa, mas acelerou as engrenagens internas para definir o representante do partido até o fim de março.

​O Fator Caiado e o Embate com a Direita

​Diferente de Ratinho Júnior, que era visto como um nome de diálogo mais suave, Ronaldo Caiado é reconhecido por seu perfil combativo e pela defesa intransigente de pautas de segurança pública e agronegócio.

​No xadrez político de Kassab, Caiado não é apenas uma alternativa, mas uma peça estratégica para avançar sobre o eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL).

  • Perfil: Enquanto Flávio tenta se posicionar como um “Bolsonaro moderado”, Caiado oferece a imagem de um gestor experiente com independência intelectual, o que pode atrair a direita que busca ordem, mas quer se descolar do personalismo da família Bolsonaro.
  • Estratégia: Aliados de Kassab acreditam que Caiado tem capilaridade para “furar a bolha” bolsonarista, apresentando-se como uma “via segura” e fora da polarização extrema, mas sem abrir mão de valores conservadores.

​Eduardo Leite Corre por Fora

​Embora Caiado seja o favorito, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, permanece no páreo. Contudo, interlocutores do PSD apontam que Leite enfrenta um cenário mais complexo em seu estado para consolidar um sucessor, o que torna a desincompatibilização (necessária até 4 de abril) um movimento de maior risco político.

Próximos Passos

​Gilberto Kassab já iniciou rodadas de conversas privadas em São Paulo para bater o martelo sobre a candidatura. O objetivo é evitar que o partido chegue a abril sem uma definição clara, especialmente diante da pressão de outros partidos de centro-direita que tentam atrair esses nomes para composições de vice ou Senado.

Nota do Editor: O prazo legal para governadores que desejam concorrer à Presidência deixarem seus cargos é o dia 4 de abril de 2026. Qualquer definição do PSD precisa ocorrer antes deste marco temporal para garantir a viabilidade jurídica dos candidatos.

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