Nesta segunda-feira, 30 de março, a Esplanada da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) tornou-se o epicentro de uma mobilização liderada pela APP-Sindicato e servidores da Metronorte. O protesto busca forçar o governo de Ratinho Jr. a encaminhar projetos de lei cruciais para a categoria, focados na recomposição de perdas inflacionárias e reestruturação de carreiras.
As principais frentes de negociação
O movimento, que ganhou corpo logo nas primeiras horas da manhã, estabeleceu uma lista de exigências inegociáveis para a continuidade do diálogo com o Palácio Iguaçu. Os pontos centrais incluem:
- Data-base integral: Pagamento da reposição inflacionária para todos os servidores públicos.
- Equiparação salarial: Ajuste para professores(as) que sofrem com disparidades internas na tabela.
- Correção de carreiras: Revisão das distorções para funcionários(as) de escola (Agentes I e II).
- Aposentados no orçamento: Garantia de que a reposição salarial contemple quem já dedicou a vida ao serviço público.
Pressão no Legislativo
A estratégia dos manifestantes é clara: manter a pressão direta sobre os deputados estaduais. Como os projetos de lei que tratam de reajuste salarial são de autoria exclusiva do Poder Executivo, o sindicato cobra que a Alep atue como mediadora para que o governador não atrase o envio das mensagens legislativas.
“Não aceitaremos que a valorização da educação fique apenas nas promessas de campanha. A inflação não espera, e o bolso do trabalhador chegou ao limite”, afirmou uma das lideranças durante o ato.
Contexto e Desdobramentos
A mobilização ocorre em um momento em que o governo estadual apresenta bons índices de arrecadação, o que, segundo a APP-Sindicato, justifica a viabilidade financeira das pautas. Até o fechamento desta edição, o Governo do Estado não havia emitido uma nova contraproposta oficial sobre o cronograma de pagamento da data-base de 2026.
#JustiçaSalarialJá




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