Eduardo Pimentel busca distância de conflitos políticos entre PSD, PL e Novo em Curitiba

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), tem sinalizado uma estratégia de isolamento em relação às crescentes tensões políticas que envolvem seus aliados e adversários na capital paranaense. O movimento ocorre em um momento em que a relação entre o PSD, o PL de Sergio Moro e o partido Novo, liderado localmente por Deltan Dallagnol, atravessa um período de forte desgaste, com trocas de farpas que ecoam do outro lado da Praça Nossa Senhora do Salete.
Pimentel, que venceu a eleição municipal de 2024 com 57,64% dos votos válidos, tenta blindar a gestão municipal da “guerra ideológica” que marcou o pleito e que continua a tencionar os bastidores do poder. Durante a campanha, o atual prefeito contou com o apoio formal do PL — tendo Paulo Martins como seu vice — e do Novo, mas a convivência entre as siglas tem se mostrado cada vez mais instável devido a divergências sobre os rumos da administração e as pretensões eleitorais para 2026.

O “azedume” na Praça Nossa Senhora do Salete

O clima de desconfiança acirrou-se após figuras centrais do cenário nacional, como o senador Sergio Moro e o ex-deputado Deltan Dallagnol, demonstrarem posturas divergentes em relação ao apoio à base governista. Enquanto o PSD de Pimentel e do governador Ratinho Júnior busca uma gestão de continuidade e equilíbrio, alas do PL e do Novo pressionam por uma postura mais combativa e alinhada a pautas ideológicas específicas, o que tem gerado atritos diretos com o núcleo duro do prefeito.
Recentemente, a Justiça Eleitoral chegou a manter os mandatos de Pimentel e de seu vice, Paulo Martins, após questionamentos jurídicos que também serviram de combustível para o embate entre os grupos. Para aliados próximos ao prefeito, o objetivo agora é focar exclusivamente na entrega de obras e serviços, evitando que o Palácio 29 de Março se transforme em um “puxadinho” das disputas nacionais entre direita e centro-direita.

Foco na gestão e apoio de Ratinho Júnior

Eduardo Pimentel tem reforçado em suas agendas públicas que sua prioridade é o “debate da cidade” e não a sobrevivência em meio a conflitos partidários. Em entrevistas recentes, ele descartou qualquer possibilidade de deixar o cargo precocemente para voos maiores em 2026, reafirmando o compromisso de cumprir integralmente o mandato e manter o alinhamento com o governador Ratinho Júnior.
A estratégia de distanciamento visa preservar a popularidade do prefeito e garantir a governabilidade na Câmara Municipal, onde a fragmentação da base aliada — dividida entre a lealdade ao prefeito e as diretrizes de lideranças como Moro e Dallagnol — representa um desafio constante para a aprovação de projetos de interesse da prefeitura.

Deixe um comentário

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.