A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-procurador Deltan Dallagnol protagonizaram um novo embate público nesta semana. O estopim da discussão foi a recente promoção do procurador Januário Paludo, veterano da Operação Lava Jato, ao cargo de subprocurador-geral da República — o topo da carreira no Ministério Público Federal (MPF).
O posicionamento de Gleisi Hoffmann
A deputada federal criticou duramente a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, classificando a ascensão de Paludo como um “péssimo sinal” enviado à sociedade. Segundo Hoffmann, premiar integrantes da força-tarefa de Curitiba é um desserviço à imagem da instituição, citando que os métodos da operação foram amplamente questionados e anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Premiar um de seus mais salientes integrantes é um desserviço ao Ministério Público e à imagem pública da instituição”, afirmou a parlamentar em suas redes sociais.
A resposta de Deltan Dallagnol
Deltan Dallagnol saiu em defesa do colega, ressaltando que a promoção ocorreu pelo critério de antiguidade, e não por escolha política ou mérito subjetivo. Dallagnol rebateu as críticas de Gleisi mencionando o histórico jurídico da deputada e enfatizou que Paludo possui 34 anos de serviços prestados ao MPF, tendo atuado em casos emblemáticos como o Banestado e a própria Lava Jato.
- Argumento da Defesa: A promoção por antiguidade é um direito administrativo baseado estritamente no tempo de serviço.
- Contraponto Político: O ex-procurador acusou a deputada de tentar politizar um processo administrativo interno do órgão.
Contexto Eleitoral no Paraná
O confronto não ocorre no vácuo. Pesquisas recentes de institutos como o AtlasIntel, divulgadas neste início de abril de 2026, apontam que Gleisi Hoffmann e Deltan Dallagnol estão tecnicamente empatados na disputa pelas vagas ao Senado pelo Paraná.
O acirramento do discurso reflete a estratégia de ambos em consolidar suas bases: de um lado, o PT reforça a narrativa de abusos da Lava Jato; de outro, Dallagnol mantém a defesa do legado da operação como pilar de sua plataforma política.Quem é Januário Paludo?
- Trajetória: Procurador da República desde 1992.
- Atuação: Foi um dos membros mais experientes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
- Promoção: Agora ocupa o cargo de Subprocurador-Geral da República, passando a atuar em instâncias superiores e tribunais em Brasília.




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