Governo Trump impõe tarifas de 100% sobre remédios e pressiona farmacêuticas


Em uma das medidas mais agressivas de sua agenda econômica, o presidente Donald Trump oficializou nesta quinta-feira (2 de abril de 2026) a imposição de tarifas de 100% sobre medicamentos patenteados importados. A medida, fundamentada na Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962, justifica o “tarifaço” como uma questão de segurança nacional, visando reduzir a dependência externa e forçar a produção local.
Os principais pontos da medida
O anúncio enviado pela Casa Branca estabelece um prazo de 120 dias para que as grandes farmacêuticas se adequem, enquanto empresas de médio porte terão 180 dias. O objetivo central é utilizar a barreira tarifária como moeda de troca para dois compromissos principais:

  • Redução de Preços: Isenção total para empresas que assinarem acordos de “nação mais favorecida” (MFN), garantindo que os preços nos EUA sejam iguais aos menores valores praticados em outros países desenvolvidos.
  • Nacionalização da Produção: Empresas que se comprometerem a transferir a fabricação para solo americano (onshoring) podem ver a alíquota cair de 100% para 20%.
    Alvos e isenções
    Gigantes do setor como Pfizer, Eli Lilly e Novo Nordisk estão no centro das negociações. Algumas dessas companhias já teriam firmado acordos preliminares para evitar o impacto máximo.
    Por outro lado, o governo manteve medicamentos genéricos e biossimilares isentos de novas taxas, buscando evitar um aumento imediato no custo de tratamentos básicos para a população. Além disso, países com acordos comerciais específicos, como membros da União Europeia, Japão e Suíça, terão uma tarifa reduzida de 15%.
    Reações do mercado e riscos
    Analistas do setor alertam que, embora a medida busque fortalecer a indústria doméstica, o risco de represálias internacionais e o potencial aumento de custos para o consumidor final são reais.

“Estamos protegendo nosso fornecimento de medicamentos e garantindo que ele seja nacional”, afirmou um alto funcionário do governo.

A medida será reavaliada em um ano, mas já sinaliza uma mudança estrutural na cadeia global de suprimentos biotecnológicos, especialmente visando diminuir a influência de centros de inovação emergentes, como a China.

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