Moraes determina prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10 de abril de 2026) a execução imediata das penas de prisão para os sete réus condenados que integram o chamado Núcleo 4 da trama golpista. O grupo, composto majoritariamente por militares e um policial federal, foi sentenciado por atuar na disseminação de notícias falsas e ataques às instituições democráticas durante o governo anterior.
A decisão ocorre após a Primeira Turma do STF ter consolidado as condenações em julgamentos realizados entre o final de 2025 e o início de 2026. Os envolvidos foram considerados peças-chave na engrenagem de desinformação que buscava deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e preparar o terreno para uma ruptura constitucional.

Os condenados e as penas

O grupo, apelidado de “Núcleo da Desinformação”, recebeu penas que variam de 7 a 17 anos de reclusão, além do pagamento solidário de uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 30 milhões.

CondenadoCargo/FunçãoPena Total
Ângelo Martins DenicoliMajor da reserva do Exército17 anos
Reginaldo Vieira de AbreuCoronel do Exército15 anos
Marcelo Araújo BormevetAgente da Polícia Federal14 anos
Ailton Gonçalves Moraes BarrosMajor da reserva do Exército13 anos e 6 meses
Guilherme Marques de AlmeidaTenente-coronel do Exército13 anos e 6 meses
Giancarlo Gomes RodriguesSubtenente do Exército13 anos
Carlos César Moretzsohn RochaPresidente do Instituto Voto Legal (IVL)7 anos e 6 meses

Detalhes das diligências e foragidos

A Polícia Federal já iniciou o cumprimento dos mandados. Até o início da noite de sexta-feira, a prisão do major Ailton Barros foi confirmada e efetivada. No entanto, o sistema judiciário ainda lida com situações de evasão:

  • Reginaldo Vieira de Abreu: O coronel encontra-se atualmente nos Estados Unidos e é considerado foragido.
  • Carlos César Moretzsohn Rocha: Também é alvo de mandado, mas já era considerado foragido desde dezembro do ano passado, quando se esquivou de uma ordem de prisão preventiva anterior.

O papel do Núcleo 4

Segundo as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), este núcleo operava uma espécie de “Abin paralela” e utilizava a estrutura do Instituto Voto Legal para produzir laudos fraudulentos contra as urnas eletrônicas.
Moraes enfatizou em seu voto que os atos do grupo não foram meras opiniões, mas uma estratégia criminosa para “gerar o caos social” e “tomar a República de assalto”. O uso de redes sociais para ataques coordenados a ministros e à Justiça Eleitoral foi o pilar central das condenações por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

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