O encerramento da janela partidária nesta sexta-feira (3/4) consolidou uma nova geografia política no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O período de 30 dias, que permitiu a troca de legendas sem a perda de mandato para cargos proporcionais, reafirmou a força do PL (Partido Liberal) na Câmara dos Deputados e marcou o avanço estratégico do PSD e do PT no cenário mineiro, visando o pleito de outubro.
Hegemonia do PL na Câmara dos Deputados
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, emergiu como o maior beneficiário da movimentação nacional. Com a filiação de novos nomes vindos principalmente do União Brasil e do PSD, a legenda reforçou sua posição como a maior bancada federal.
- Reforços: Nomes como Cezinha de Madureira, Coronel Assis e Rosangela Moro formalizaram a migração para o PL.
- Saldo: O partido registrou a entrada de pelo menos 12 novos parlamentares, consolidando uma base sólida para a disputa das comissões e do fundo eleitoral.
Minas Gerais: O avanço do PSD e do PT
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o cenário reflete a polarização e a busca por capilaridade regional. O PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab e com forte influência no estado, conseguiu atrair parlamentares que buscam estruturas partidárias com maior poder de negociação e tempo de TV.
Por outro lado, o PT também ampliou sua representação na ALMG, aproveitando o momento de reorganização da base governista federal para atrair nomes do campo da centro-esquerda e de partidos menores que enfrentam dificuldades com a cláusula de barreira.
”A janela partidária é o ‘grande vestibular’ das eleições. Quem sai maior agora tem mais fôlego para as convenções de julho”, avaliam analistas políticos locais.
Próximos passos do calendário eleitoral
Com o fim do prazo de filiação para quem deseja concorrer (6 meses antes do pleito), os partidos agora voltam suas atenções para a desincompatibilização de secretários e ministros e para o início do financiamento coletivo em maio.
As eleições de 2026 ocorrerão em 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (eventual 2º turno), definindo os novos ocupantes da Presidência, Governos Estaduais, Senado, Câmara e Assembleias Legislativas.




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