Docentes da rede estadual de ensino de São Paulo iniciam, nesta quinta-feira (9) e sexta-feira (10), uma paralisação de 48 horas organizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O movimento, que atinge escolas na capital, interior e litoral, busca pressionar a gestão do governador Tarcísio de Freitas por melhorias salariais e mudanças estruturais na política educacional paulista.
Reivindicações e foco no salário
O ponto central da mobilização é o pedido de reajuste salarial linear e a aplicação do piso nacional do magistério como base para toda a carreira, e não apenas como abono complementar. De acordo com a liderança do sindicato, a categoria critica a política de bonificação de R$ 900 milhões anunciada recentemente pelo governo, defendendo que esses recursos deveriam ser incorporados definitivamente aos vencimentos.
Além da questão financeira, os professores listam outras demandas urgentes:
- Melhores condições de trabalho: Incluindo a climatização de salas de aula devido às ondas de calor.
- Concursos públicos: Convocação imediata de aprovados para suprir o déficit de profissionais.
- Revisão de políticas digitais: Críticas à chamada “plataformização” do ensino e aos sistemas de avaliação de desempenho.
- Educação Inclusiva: Ampliação do atendimento adequado a estudantes com deficiência.
Resposta do Governo
A Secretaria da Educação tem mantido o posicionamento de que as reivindicações estão em análise técnica e orçamentária. Recentemente, o governo estadual publicou o Decreto 70.483/2026, que trata da concessão de abono complementar para adequação ao piso, medida que o sindicato considera insuficiente por não valorizar o tempo de serviço e a formação dos profissionais.
Próximos passos e assembleia no MASP
A paralisação deve seguir até amanhã, sexta-feira (10), quando os docentes realizarão uma assembleia decisiva às 16h, no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista. No encontro, a categoria deve avaliar a adesão ao movimento e votar pela continuidade da paralisação ou pela transformação do ato em uma greve por tempo indeterminado.
Nota de utilidade: Pais e responsáveis devem consultar as direções das escolas locais para verificar o nível de adesão e a manutenção das aulas em cada unidade escolar durante este período.




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