Rafael Greca oficializa pré-candidatura ao Governo do Paraná pelo MDB e pressiona Ratinho Junior por sucessão

O tabuleiro político do Paraná sofreu uma movimentação decisiva nas últimas semanas. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, formalizou sua desfiliação do PSD para ingressar no MDB, com o objetivo declarado de disputar o Palácio Iguaçu nas eleições de 2026. A mudança estratégica coloca pressão direta sobre o governador Ratinho Junior (PSD), que ainda busca um consenso dentro de sua base aliada para definir um sucessor oficial.

​A estratégia de Greca e o retorno ao MDB

​Ao retornar para a sigla que já integrou no passado, Greca busca maior autonomia partidária. Em suas redes sociais, o ex-prefeito afirmou que escolheu o MDB por entender que a “democracia deve vir em primeiro lugar, sem polarizações”.

​Apesar da troca de legenda, Greca mantém o discurso de lealdade ao atual governador, referindo-se a Ratinho Junior como “nosso candidato à Presidência da República”. No entanto, o movimento é lido nos bastidores como uma forma de garantir que seu nome esteja na urna, independentemente de ser o “escolhido” principal do atual governo, que hoje divide atenções entre outros nomes de peso.

​O cenário de disputa e os principais envolvidos

​A sucessão estadual está longe de ser um caminho simples. Além de Greca, o cenário atual apresenta outros protagonistas:

  • Alexandre Curi (Republicanos): O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) também se movimentou recentemente, trocando o PSD pelo Republicanos. Ele é visto como um dos nomes mais fortes na articulação política estadual e mantém conversas próximas com Greca para uma possível composição de chapa.
  • Sergio Moro (PL): Pesquisas recentes da AtlasIntel indicam que o senador lidera as intenções de voto em diversos cenários. A entrada de Moro no PL e sua provável candidatura ao governo trazem um elemento de oposição de direita que desafia a hegemonia do grupo de Ratinho Junior.
  • Guto Silva (PP): O secretário de Planejamento é um nome de confiança do governador, mas enfrenta o desafio de crescer nas pesquisas de recall perante o eleitorado, quando comparado a figuras como Greca e Moro.

​P pressão sobre o Palácio Iguaçu

​A indefinição de Ratinho Junior sobre quem receberá a “benção” oficial tem gerado um efeito de dispersão controlada na base. Ao permitir que seus aliados busquem outras legendas (como Greca no MDB e Curi no Republicanos), o governador mantém influência em diferentes partidos, mas corre o risco de fragmentar os votos em um eventual primeiro turno contra um nome consolidado da oposição.

Nota do Jornalista: Com a janela partidária e as movimentações de 2026 ganhando corpo, o Paraná se torna um dos estados mais observados do país, especialmente pelo potencial de Ratinho Junior em alçar voos nacionais, deixando vago um dos postos mais cobiçados da política sulista.

​Como você enxerga o impacto da saída de Greca do partido do governador para a formação de uma terceira via no estado?

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