Requião Filho cobra Sérgio Moro por silêncio diante de denúncias no Paraná

O cenário político paranaense aqueceu nesta semana com uma cobrança direta do deputado estadual Requião Filho (PDT) ao senador Sérgio Moro (União Brasil). Em pronunciamentos recentes e movimentações nas redes sociais, o parlamentar questionou a postura de Moro — historicamente vinculado à bandeira do combate à corrupção — frente a denúncias que envolvem a gestão pública e o sistema político no Paraná.
A crítica ocorre em um momento estratégico: a corrida para o Governo do Estado em 2026 já está a pleno vapor. Requião Filho, consolidado como o principal nome da oposição e agora contando com uma ampla aliança que inclui o apoio do PT, busca desgastar a imagem de Moro, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Os pontos centrais do embate

  • O Silêncio como Alvo: Requião Filho argumenta que o ex-juiz da Lava Jato tem sido “seletivo” em suas críticas, silenciando-se sobre supostas irregularidades locais para não estremecer alianças políticas necessárias à sua candidatura ao Palácio Iguaçu.
  • Investigações no Estado: O deputado citou a necessidade de maior transparência e rigor na fiscalização de contratos estaduais, desafiando Moro a manter no Paraná o mesmo ímpeto investigativo que o tornou nacionalmente conhecido.
  • A Resposta de Moro: Até o momento, o senador tem mantido o foco em sua agenda legislativa e na construção de um projeto “técnico” para o estado, evitando o confronto direto nas redes sociais, embora seus aliados classifiquem as críticas como “oportunismo eleitoral”.

Cenário Eleitoral 2026

De acordo com as últimas pesquisas divulgadas em abril de 2026, Sérgio Moro mantém uma vantagem expressiva. No levantamento mais recente da AtlasIntel, Moro aparece com 51,5% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Requião Filho sustenta a segunda posição com 28,4%.
A estratégia de Requião Filho parece ser a de polarizar o debate ético. Ao cobrar posicionamentos de Moro sobre temas sensíveis do Paraná, ele tenta atrair o eleitorado que se sente órfão de uma fiscalização rigorosa sobre o atual governo estadual, do qual Moro tenta se aproximar ou, ao menos, não antagonizar radicalmente.

O Tabuleiro das Alianças

A movimentação partidária também traz novidades importantes:

  1. União da Esquerda: Requião Filho conseguiu unificar siglas como PDT, PT, PV, PCdoB e PSOL em torno de seu nome, apresentando-se como a barreira contra o que chama de “desmonte do Estado”.
  2. Moro no Centro-Direita: Apesar de liderar, Moro enfrenta resistências internas em federações (como com o PP) e busca consolidar seu nome como o sucessor natural do grupo político de Ratinho Junior, que ainda não definiu um herdeiro oficial para a disputa.
    A cobrança de Requião Filho sinaliza que a “ética na política” será o grande campo de batalha desta eleição, transformando o passado judicial de Moro em vidraça diante dos problemas domésticos do Paraná.

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