A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Saúde, desmentiu categoricamente os boatos que circulavam sobre o encerramento das atividades da Clínica de Apoio ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em nota oficial, o órgão esclareceu que a unidade passa por uma reestruturação temporária para atender a uma demanda reprimida histórica de pacientes.
Entenda a força-tarefa e a fila de espera
A mudança na rotina da clínica é fruto de uma proposta apresentada ao Ministério Público (MP). O objetivo central é zerar a fila de espera e garantir que 100% das crianças aguardando suporte sejam devidamente assistidas.
Para que isso seja possível, a equipe multiprofissional da unidade dedicará o período entre 6 e 30 de abril exclusivamente para:
- Triagem detalhada: Análise dos prontuários e casos pendentes.
- Avaliação clínica: Diagnóstico preciso e acolhimento das famílias.
- Classificação de nível: Definição dos níveis de suporte (1, 2 ou 3) conforme a necessidade de cada criança.
Como ficam os pacientes atuais?
Uma das principais preocupações da comunidade era a interrupção das terapias em andamento. A Secretaria de Saúde garantiu que não haverá pausa nos tratamentos.
Enquanto a sede da Clínica de Apoio estiver focada na triagem da fila de espera, os pacientes já cadastrados serão remanejados para outros espaços da rede municipal. O acompanhamento será feito pelas mesmas equipes multiprofissionais, assegurando a manutenção do Plano de Tratamento Singular (PTS) de cada usuário.
Próximos passos
A expectativa é que, após o dia 30 de abril e a conclusão dos trabalhos em conjunto com o Ministério Público, o fluxo normal de atendimento na sede física da clínica seja retomado. A medida busca dar transparência ao processo de gestão da saúde pública e agilizar o acesso de novas famílias ao serviço especializado.
”A ação é estratégica para que possamos dimensionar corretamente a rede e oferecer o suporte necessário para quem ainda não conseguiu o primeiro atendimento”, informou a gestão municipal.




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