Brasília — O cenário eleitoral para a disputa pela Presidência da República ganha um novo desdobramento. O PSD (Partido Social Democrático) se prepara para anunciar nesta quarta-feira (1º), em Brasília, o nome de Gilberto Kassab como o pré-candidato a vice-presidente na chapa liderada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
A confirmação da chapa puro-sangue vinha sendo costurada nos bastidores e ganhou força definitiva após reuniões estratégicas entre as lideranças da sigla. Embora o partido tenha buscado o diálogo com outras legendas na tentativa de ampliar o arco de alianças e evitar uma composição restrita ao próprio PSD, a pressão interna de dirigentes e fundadores pesou a favor de Kassab.
O principal argumento dos fundadores baseia-se no fato de que Caiado filiou-se ao PSD há menos de seis meses, após deixar o União Brasil. Dessa forma, a presença de Kassab — presidente nacional e fundador da legenda — na composição confere o equilíbrio político desejado pela velha guarda do partido.
A estratégia da terceira via e o peso de Kassab
A entrada de Gilberto Kassab no circuito não é apenas simbólica; ela possui um forte caráter pragmático. Como o principal articulador político do PSD, Kassab tem trânsito livre em diretórios estaduais e municipais por todo o país, o que deve facilitar a montagem de palanques regionais fortes e engajar a máquina partidária.
”O vice é uma figura de relevância. É pensando na gravidade do país que você vai compor uma chapa que, ao ser vista pela população, transmite conteúdo de responsabilidade e capacidade de enfrentar os problemas”, declarou Caiado na véspera do anúncio, ressaltando que houve “quase um consenso” na base governista pela escolha.
Atualmente, Ronaldo Caiado flutua com cerca de 5% das intenções de voto nos principais levantamentos nacionais (como a recente pesquisa BTG/Nexus), aparecendo em situação de empate técnico com outros nomes como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
Com a consolidação da chapa, Caiado busca se viabilizar de forma definitiva como uma alternativa sólida de terceira via, tentando atrair o eleitorado de centro e fatias do eleitorado conservador que demonstram insatisfação com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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